
No ano passado, a produção interna de energia superou a demanda nacional em 11,1%, ante 5,1% em 2019. Na Resenha Energética Brasileira publicada na sexta-feira (9/7), o MME atribuiu o crescimento ao aumento na produção de petróleo e gás e à diminuição de 2,2% na demanda total de energia.
A produção de petróleo cresceu 5,6% em 2020, alcançando 3,04 milhões de barris/dia. Dessa forma, a diferença entre a produção e a demanda brasileira aumentou para 68,2%, representando exportação líquida de 1,21 milhão de barris equivalentes de petróleo por dia (bep/dia) no período, ante 1,06 milhão de bep/dia em 2019.
Devido à pandemia, a demanda total de derivados caiu 5%, com consumo de 1,94 milhão de bep/dia em 2020. Entre os derivados, o querosene de aviação (QAV) apresentou a maior redução, de 43%, enquanto a demanda de gasolina caiu 6,1%, refletindo os impactos da pandemia no setor de aviação e veículos leves, respectivamente.
Os dados setoriais do MME indicam que os setores de transporte e uso não energético foram os mais afetados pela covid-19, com quedas de 6,4% e 11,9% no consumo final de energia, respectivamente. Segundo o ministério, a queda nos não-energéticos está associada aos impactos da pandemia na indústria química.
Com a queda na demanda por energia em 2020, houve recuo de 5,5% nas emissões de CO₂ no setor de energia. Foram emitidos 383 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera em 2020, queda de 21% ante o pico registrado em 2014, de 485 milhões de toneladas.
Fonte: Revista Brasil Energia