A América Latina responderá por mais de um terço do mercado de unidades flutuantes de produção até 2020, avaliado em US$ 81 bilhões no quinquênio, segundo a Douglas Westwood. A participação da região será impulsionada principalmente pela Petrobras, cujo plano de investimentos prevê a entrada em operação de 25 FPSOs até 2019 – pouco menos de 25% das 110 unidades flutuantes de produção que deverão entrar em operação no perãodo.
O investimento total previsto na instalação dessas unidades nos próximos cinco anos representa crescimento de 73% em relação ao quinquênio anterior (2010-2014). Os recursos aportados em 2015 deverão chegar a US$ 15 bilhões, atingindo US$ 21 bilhões, antes de caírem para US$ 17 bilhões em 2019. Projetos já encomendados responderão pela maior parte dos investimentos.
Os FPSOs representam a maior fatia do mercado, tanto em números (87 instalações) quanto em capex previsto (81%) entre 2015 e 2019. TLPs (Tension Leg Platforms) responderão por 9% e FPSSs (sistemas flutuantes de produção e armazenamento), por 7%.
A Ásia receberá um quarto das instalações previstas, mas apenas 13% dos investimentos, enquanto África e Europa Ocidental ficarão com 22% e 15% dos recursos destinados à instalação das unidades, respectivamente. Projetos de águas profundas receberão 68% dos investimentos totais.
A Douglas Westwood assinala que o financiamento dos projetos será um desafio, em particular para os epecistas e pequenas petroleiras, devido à queda do preço do barril de petróleo. A consultoria ressalta ainda que as políticas de conteúdo local elevarão os custos de investimento e levarão à prorrogação de prazos, especialmente no Brasil.