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Clippings - 10/08/10

Brasil e Egito querem triplicar relações comerciais em cinco anos

Brasil e Egito devem dobrar as relações comerciais em cinco anos. A previsão foi feita pelo ministro da Indústria e do Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, que esteve no Brasil na última sexta-feira (6). Ele tem motivos para acreditar na mudança, como a assinatura de um acordo de livre comércio entre a nação árabe e o Mercosul, que facilitará a exportação e importação de produtos egípcios.

No ano passado, Brasil e Egito movimentaram entre si cerca de US$ 1,5 bilhão em relações comerciais. Para 2015, com a isenção de impostos acordada entre árabes e o Mercosul, o número deve alcançar a marca de US$ 4,5 bilhões. “O problema entre o Egito e o Brasil sempre foi a distância. Com o acordo, cortamos a distância pela metade”, disse Rachid, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O Governo do Egito tem interesse em investir principalmente na área energética e de infraestrutura brasileira, áreas em evidência por conta da exploração do petróleo na camada pré-sal e da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Em contrapartida, Rachid afirmou que o Egito poderá servir de porta de entrada para as exportações brasileiras na África.

“Nem todo mundo sabe, mas o Egito é o maior mercado comercial do Oriente Médio e é o primeiro país árabe a firmar um acordo de livre comércio com o Brasil. Eu, sinceramente, acredito que isso vai nos dar bastante vantagem. Dobrar o valor de dinheiro movimentado é apenas uma consequência do estreitamento que buscamos alinhavar com o Brasil”.