
Com crescimento de 35% das receitas em relação ao 3T20, companhia afirma que a recuperação é sinal do aumento gradual da demanda por pesquisas sísmicas
A CGG apresentou desempenho de US$ 270 milhões no 3T21, o que representa aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a companhia, a aceleração da recuperação do mercado de pesquisa sísmica está sendo liderada por contratos para grandes projetos de streamer e de Ocean Bottom Node (cabos de fundo, OBN) no Brasil e no Golfo do México.
No Brasil, a CGG dá destaque ao programa de aquisição de dados sísmicos no offshore brasileiro (Nebula), que está em sendo conduzido nas bacias de Campos e Santos. O contrato firmado com a Shearwater GeoServices terminará no final de 2021.
A empresa também divulgou que recebeu uma licença para realizar novas pesquisas dentro do espaço concedido para o Nebula, denominado Aluben Sparse Node. A CGG afirma que a licença significa novas oportunidades para futuros investimentos.

Em relação ao Golfo do México, a CGG alega que o projeto de recaptura de imagens Walker Ridge está despertando interesse da indústria antes mesmo de fechamento do contrato.
Desempenho
No terceiro semestre, apenas no segmento multicliente, houve um aumento de 26% em relação a 2020, equivalente a US$ 92 milhões. Em março deste ano, a CGG tinha anunciado redução de investimentos no segmento multicliente em 2021 para cerca de US$ 165 milhões, ante o capex de US$ 239 milhões no ano passado. A ideia da companhia era focar em bacias maduras que considerava centrais. O segmento de geociências, por sua vez, se manteve estável, com US$ 77 milhões.
A entrada de pedidos para pesquisas submarinas, em comparação com 2020, aumentou 18%, o que representa uma recuperação do mercado de subsuperfície. A CGG afirma que a geração de imagens submarinas está se acelerando em cada região, impulsionada principalmente por tecnologias marinhas, com projetos que utilizam Ocean Bottom Nodes (OBN) e Ocean Bottom Cables (OBC).
Conforme publicado pelo PetróleoHoje, um estudo divulgado pela Rystad Energy afirma que a atividade sísmica retomou o patamar anterior à pandemia no terceiro semestre de 2021. Para a consultoria norueguesa, os contratos fechados com empresas de sísmica cresceram até meados de 2021, o que garantirá atividades dessas embarcações até o fim do ano. Espera-se no geral, que participação dessas empresas melhore, pois os gastos com exploração global devem aumentar até 2022.
Fonte: Revista Brasil Energia