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Clippings - 09/04/18

Brasil na frente em águas profundas em 2018

A WoodMackenzie prevê que 30 projetos com mais 50 milhões de boe em reservas comerciais devem passar pela fase de aprovação em 2018 em todo o mundo. O número é similar ao visto em 2017, mas é praticamente o dobro de 2016. Neste sentido, a consultoria aposta que o Brasil se destacará dentro do segmento de águas profundas.

“Brasil e México estão quentes neste momento tanto na perspectiva de exploração quanto de desenvolvimento de reservas e temos visto mais sanção de projetos nestes locais. o Brasil teve grandes projetos de águas profundas aprovados em 2017 e acredito que veremos mais em 2018”, afirmou Angus Rodger, diretor de pesquisa da WoodMackenzie.

Rodger argumenta que a simplificação dos escopos do projetos e a consequente diminuição nos custos ajudou as companhias a voltar a apostar em águas profundas.

“Os esforços para redução nos custos da indústria foram bem sucedidos. O foco esteve em reduzir o número de poços, utilizar estruturas menores, além de fazer conexões à infraestrutura já existente. A queda nos custos e break-evens e o aumento dos preços, além da melhora financeira, contribuiu para melhorias no sentimento da indústria”, argumenta a WoodMackenzie.

Neste sentido, a consultoria notou que os grandes projetos que têm sido aprovados recentemente são menores, em termos de investimentos, do que no passado. O valor necessário para desenvolver os 30 projetos aprovados em 2017 está estimado em US$ 2,7 bilhões. Na última década, a média dos investimentos previstos para os projetos sancionados esteve em US$ 5,5 bilhões por ano.

“É uma boa notícia ver que os operadores acharam maneiras de crescer em condições de negócios difíceis, mas a grande questão é se a indústria está investindo o suficiente. Não podemos depender de projetos menores para sempre”, acrescenta o diretor.

A previsão é que, pelo menos em 2018, os operadores continuem a priorizar áreas de custos mais baixos, além dos campos maduros. A tendência, no entanto, é que investimentos maiores voltem a surgir em 2019, com a perspectiva de desenvolvimentos bilionários em GNL em Moçambique e Canadá, por exemplo.

“Os projetos maiores estão voltando. Isto é inevitável”, afirmou Rodger, destacando também iniciativas no segmento de GNL em regiões como Austrália e Qatar.

Seis sanções no primeiro trimestre

Ao todo, entre janeiro e março de 2018, globalmente, já houve a aprovação de seis projetos com reservas acima de 50 milhões de boe. Os empreendimentos estão no Reino Unido, Noruega, Israel, Países Baixos, Malásia e China.

Neste último país, inclusive, a aprovação garantiu o primeiro desenvolvimento de reservas de águas profundas operado por uma estatal chinesa, na área de Lingshui, da CNOOC.

No Brasil, um dos maiores projetos que entrará em fase final de avaliação em 2018 é a descoberta de Carcará, operada pela Statoil em águas profundas na Bacia de Santos. Também deve ocorrer ainda este ano a decisão final de investimento da Karoon sobre seu sistema de produção para desenvolver as descobertas de Echidna e Kangaroo, em águas rasas em Santos.

Fonte: Revista Brasil Energia