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Clippings - 18/07/23

Brasil no topo dos investimentos da Shell

Fonte: Shell

O Brasil é a principal aposta global da Shell no segmento de E&P. Entre os cinco principais projetos com início de produção previstos para o período de 2023 a 2025, as três prioridades da petroleira estão no pré-sal da Bacia de Santos – Mero 2, 3 e 4. Esses são também os ativos globais nos quais devem ser extraídos os maiores volumes de óleo. Juntos, eles vão somar 104 mil barris de boe/d ao portfólio da empresa. Os dados foram apresentados a investidores financeiros durante o Capital Markets Day.

Além de no Brasil, a Shell também espera crescer na porção norte-americana do Golfo do México – 60 mil barris boe/d, a partir de 2023, e na Malásia, com 80 mil boe/d por dia, a partir de 2025. Esses são os únicos projetos que começarão a ser desenvolvidos na área de E&P a partir deste ano.

No Brasil, a empresa ainda avalia aumentar sua participação no campo de Atapu. A área, também localizada no pré-sal da Bacia de Santos, é operada pela Petrobras, em parceria com a petroleira anglo-holandesa, Total, Petrogal e PPSA. Uma parcela da fatia da estatal, de 25%, já foi adquirida pela Shell no ano passado.

Apenas em Mero 2,3 e 4, projeção da Shell é alcançar a marca de extração diária de 104 mil boe, quando a capacidade das plataformas atingir o pico de 180 mil boe/d, cada. Esse volume corresponde a 19,3% do somatório da produção total dos campos (504 mil boe/d), ou seja, à parcela da participação da Shell nos ativos e no volume total a ser produzido.

Operadora dos três campos do pré-sal, a Petrobras projeta o primeiro sistema definitivo de Mero 2 para este ano, por meio do FPSO Sepetiba. Em 2024, será iniciada a operação do FPSO Marechal Duque de Caxias, em Mero 3. E, em 2025, será produzido o primeiro óleo no FPSO Alexandre de Gusmão, em Mero 4.

“O Capital Markets Day confirmou a relevância que o Brasil deverá continuar tendo para o portfólio global da Shell em várias áreas de negócio, do upstream, onde nossa produção já excede os 400 mil barris diários, às fontes limpas de energia, na qual temos a joint venture Raízen e outros projetos em desenvolvimento”, afirmou Flavio Rodrigues, vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil, ao PetróleoHoje.

Segundo as projeções apresentadas aos investidores, a companhia ainda pretende expandir sua produção de petróleo sempre que houver oportunidade de impulsionar parcerias “de classe mundial”, agregando conhecimento e valor aos negócios.

Mais de 90% da produção da Shell, atualmente, é operada pela Petrobras. As duas empresas ainda têm um memorando de entendimentos para estreitar o relacionamento em áreas de upstream e pesquisa e desenvolvimento. Elas são parceiras também em Bijupirá-Salema, Três Marias, Tupi, Sapinhoá, Entorno de Sapinhoá, Sagitário, Sudoeste de Sagitário, Iracema, em quatro blocos na Bacia Barreirinhas, e em outros dois na Bacia Potiguar.

A Shell ainda começará a desenvolver outros 12 projetos a partir deste ano, em diferentes áreas do setor de energia, no mundo. No radar de crescimento, aparecem também projetos de geração de energia eólica (4, nos Estados Unidos e Holanda), plantas de liquefação (3, no Canadá, Qatar e Nigéria), combustíveis de baixa emissão (2, nos Estados Unidos e Holanda), captura e armazenamento de carbono (1, na Noruega), hidrogênio (1, na Holanda) e geração de energia solar (1, na Índia). O Brasil ficou apenas com projetos de crescimento na área de E&P.

Fonte: Revista Brasil Energia