
O Brasil poderá ampliar a sua condição de exportador líquido de petróleo na próxima década, chegando aos 3 milhões de bpd exportados em 2032, ante os 1,2 milhões de bpd neste ano, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Caderno do PDE 2032: Abastecimento de Derivados de Petróleo, publicado na segunda-feira (26). Esse volume expressivo poderá elevar a importância e a relevância do país no quadro geopolítico da indústria mundial do petróleo, continua a EPE na análise.

Como pode ser visto no gráfico ao lado, a produção de petróleo nacional também aumentará no período: de 3 milhões de bpd em 2022 para 4,9 milhões de bpd em 2032, enquanto a importação de petróleo permanece em 0,2 milhões de bpd no horizonte analisado.
Em relação aos volumes importados de derivados, que retomaram patamares mais elevados neste ano após a pandemia de Covid-19, a EPE estima que o país importe cerca de 59 mil m³/dia em 2032, representando uma redução de 25% ante a máxima histórica registrada em 2017 (79 mil m³/dia), com destaque para as importações de óleo diesel, nafta e QAV.
No entanto, apesar de menores, esses volumes de importação líquida de derivados apresentam-se como oportunidades para realização de investimentos na ampliação da capacidade de refino nacional (que poderá ser expandida de 2,27 milhões de bpd em 2022 para 2,43 milhões de bpd em 2032), bem como na infraestrutura para movimentação de produtos (como os oleodutos de transporte de derivados), a fim de garantir o abastecimento nacional de combustíveis. Especificamente sobre os oleodutos, a EPE prevê que alguns deles poderão atingir a saturação ou ficar próximos de suas capacidades máximas na próxima década.
Diante da possibilidade de saturação e do volume de combustíveis movimentado pelo modo rodoviário na região Centro-Sul, a EPE avaliou que a implantação de três projetos de ampliação da malha de dutos – referentes aos oleodutos Araucária-Cuiabá (Olac), Paraná-Santa Catarina (Opasc) e Araucária-Paranaguá (Olapa) – poderá proporcionar uma redução no custo total do abastecimento nacional de derivados de petróleo.

Fonte: Brasil Energia