Os últimos pregões do ano indicam que será possível fechar 2016 com o patamar de preço de petróleo negociado tanto nos EUA quanto na Europa acima de US$ 50. Nesta quinta-feira (29/12), o WTI reagiu mal à divulgação confusa de dados de estoque e acabou oscilando negativamente, mas o Brent tem demostrado mais resistência.
Por volta das 19:40, o barril do Brent registrava queda de 0,16%, para US$ 56,89, enquanto na Nymex, o WTI desvalorizava 0,43%, coado a US$ 53,82.
Ao longo da tarde, no horário brasileiro, dados de estoque desconexos levaram a uma forte volatilidade dos preços nos EUA. A agência EIA divulgou que os estoques de petróleo bruto americanos aumentaram em 614 mil barris na semana passada, frustrando uma previsão de redução de 2,060 milhões de barris.
Contudo, os valores contrastaram com informações do Instituto Americano de Petróleo, que divulgou ontem um crescimento nos estoques de 4,2 milhões de barris, gerando confusão na sessão americana, em um perãodo, que dada a preparação para o fim do ano, as negociações estavam mais tranquilas.
Como não há dados relevantes a serem divulgados na sessão de amanhí, última do ano, é esperada pouca variação sobre os preços de fechamentos das commodities.
Em janeiro, contudo, os investidores voltarão a focar suas atenções nas negociações envolvendo países produtores dentro e fora da Opep para estabelecer limites de produção que reequilibrem o mercado de petróleo.
A Opep e outros países, sob liderança da Rússia, anunciaram um corte de 1,8 milhão de barris/dia, a partir de janeiro de 2017. Nos próximos dias 21 e 22 membros desse comitê vão se reunir, o que poderá dar novas indicações sobre a força desse acordo para o futuro.
O acordo é o principal fator de aumento do preço do barril no fim deste ano, que atingiu o maior preço em cerca de um ano e meio, nas últimas semanas de 2016.