A menos de três meses da 13ª rodada, o Brasil possui 323 blocos exploratórios concedidos espalhados em 22 bacias sedimentares. Apesar de a maior parte das áreas, 182 unidades, ter sido arrematada nas duas últimas licitações, realizadas em 2013, as petroleiras ainda possuem ativos de concorrências anteriores, inclusive da 2ª rodada, de 2000.
Concedidos há quase 15 anos, a Petrobras possui os dois únicos ativos da segunda rodada ainda em fase exploratória e, segundo o Plano de Negócios 2015-2019, não deverão entrar em produção nesta década. Esse é o caso do BM-SEAL-4, na Bacia de Sergipe, que tem o PAD de Poço Verde (1-BRSA-1022-SES), e tem prazo de conclusão em 2018. Em situação semelhante está o BM-S-8, em Santos, onde a petroleira (66%) explora Carcará, em parceira com Petrogal (14%), Barra Energia (10%) e QGEP (10%).
Além dos ativos da segunda concorrência da ANP, a Petrobras detém a operação de 18 dos 19 blocos concedidos nas 3ª, 4ª e 5ª licitações, em Jequitinhonha (7), Campos (2), Foz do Amazonas (2), Santos (2), Sergipe (2), Barreirinhas (1), Ceará (1) e Pará-Maranhão (1).
Bacias maduras reativadas
Dos 323 blocos concedidos, as bacias do Recôncavo (58), Alagoas (27) e Potiguar (22) possuem o maior número de ativos em fase exploratória. As regiões foram reativadas após a 12ª e 13ª rodadas, que acrescentaram 45 blocos ao Recôncavo e 16 ao Potiguar, além de todos os ativos de Alagoas.
As duas últimas rodadas também foram responsáveis por 16 dos 20 blocos de Barreirinhas; 12 dos 22 do Espírito Santo; 12 das 14 da Foz do Amazonas; e 8 das 16 do Parnaíba; 8 das 17 de Sergipe; 5 das 6 do Ceará; 4 das 6 de Pernambuco-Paraíba; e 2 de 5 do Pará-Maranhão; além da totalidade das 19 áreas concedidas de Tucano Sul, das 7 do Paraná e de 1 do Acre.
Principais bacias do país, Santos e Campos possuem poucos ativos em exploração após oito anos sem terem novas áreas colocadas em licitação. A Bacia de Santos possui, além de Carcará (BM-S-8), 11 ativos exploratórios, remanescentes das rodadas 2,3, 6,7 e 9. Já Campos, possui nove blocos, arrematados nas rodadas 3,5, 6 e 7.
Localização
Do total concedido, 124 blocos estão no offshore brasileiro espalhados por 16 bacias, sendo as com maior número Barreirinhas (20), Espírito Santo (14) e Foz do Amazonas (14). Desse total, 25 contratos estão suspensos, especialmente Jequitinhonha (7), Pelotas (4) e Santos (3).
Além da Petrobras, que possui 63 ativos, a BG detém 10 blocos em Barreirinhas, cujo pedido para ganhar mais prazo por dificuldades no licenciamento ambiental foi remetido à diretoria da ANP. As concessões foram arrematadas na 11ª rodada.
Operadores
A Petrobras detém um terço dos ativos exploratórios, com 116 unidades. A petroleira, contudo, anunciou que pretende reduzir os gastos com exploração aos compromissos mínimos nos próximos anos e que estuda se desfazer de diversos ativos. Esse cenário deverá afetar fortemente, segundo especialistas, prestadores de serviço do setor, como empresas de sísmicas e de serviços de perfuração de poços.
Fora a Petrobras, as companhias com mais concessões em exploração no Brasil são a Petra (33) – que enfrenta dificuldades financeiras e busca adiar os compromissos junto à ANP – e a Rosneft (16), que adquiriu os ativos exploratórios da HRT no Solimões. Além delas, Imetame e Alvopetro, possuem 12 blocos cada.
Fase exploratória
As regiões na primeira fase exploratória correspondem a 57% do total, enquanto 20% das regiões pesquisadas já têm planos de avaliação da descoberta em andamento. Há também 35 blocos com prazo suspenso, como é o caso das áreas na Bacia do São Francisco, onde existe dificuldade para obter licenciamento ambiental – por se tratar de campanhas não convencionais – e na Bacia Jequitinhonha, região onde alguns blocos somente podem ter perfurações entre junho e setembro, por exigência do Ibama.