O Brasil foi o país com a maior queda nas reservas provadas de óleo em 2015, de acordo com o BP Statistical Review of World Energy. Ao todo, as reservas do país diminuíram 3,2 bilhões de barris no ano passado em relação ao anterior, o que fez com que o país fechasse 2015 com um volume de 13 bilhões de reservas provadas, em relação aos 16,2 bilhões do final de 2014.
Com isso, as reservas brasileiras correspondem a 0,8% do total das reservas mundiais. Ao todo, as reservas globais também tiveram queda no ano passado, fechando 2015 com um volume de 1,7 trilhão de barris de óleo, diminuição de 2,4 bilhões em relação ao final de 2014.
Esta foi a segunda vez que o volume global caiu em 65 anos. De acordo com a BP, no entanto, as reservas são suficientes para atender a mais de 50 anos da produção global. Entre os países que registraram aumento está a Noruega, que ampliou as reservas em 1,5 bilhão de barris de óleo em 2015, alcançando um total de 8 bilhões de barris. Atualmente, os países pertencentes à Opep têm 71,4% do volume das reservas provadas mundiais de óleo, com 1,2 trilhão de barris.
Gás
As reservas provadas mundiais de gás também caíram em 2015, ficando em 186,9 trilhões de m³, diminuição de 100 bilhões de m³ em relação aos 187 trilhões de m³ de 2014. O volume é suficiente para atender a produção global por mais de 52 anos.
De acordo com o relatório, as quedas nas reservas de gás vieram principalmente da Rússia e da Noruega, sendo que a maior parte do volume total está localizado no Oriente Médio, que tem 42,8% das reservas de gás globais, com 80 trilhões de m³.
Ao final de 2015, o Brasil tinha 0,2% das reservas provadas mundiais de gás, com um volume de 400 bilhões de m³, queda em relação aos 500 bilhões do ano anterior.