
Grande motor do mercado internacional de FPSOs, o Brasil responde por seis dos 14 contratos de unidades esperados até 2022. Segundo estimativa da Rystad Energy, dez contratos devem ser firmados em 2021 – dos quais seis já foram anunciados – e outros dez no ano seguinte, o que deve dobrar os projetos na carteira de fornecedores.
“Não é que as empresas estivessem fora do mercado, existem atualmente mais de 20 FPSOs em construção, um dos quais deve entrar em operação ainda este ano. Mas depois de um fraco 2020, os contratos recentes e os esperados estão dobrando o fluxo, garantindo que os fabricantes se mantenham ocupados nos próximos anos ”, declarou em nota o analista de pesquisa de serviços de energia da Rystad, Aleksander Erstad.
Neste ano, a Petrobras fechou contratos para as unidades Almirante Tamandaré (construída pela SBM Offshore), P-78 (Keppel) e P-79 (Daewoo/Saipem), enquanto a Equinor anunciou decisão final de investimento para o campo de Bacalhau, cujo FPSO será construído pela Modec. Espera-se ainda o fechamento dos processos para contratação das unidades do Parque das Baleias e Mero 4, que tiveram apenas uma proposta em suas licitações, da Yinson e SBM Offshore, respectivamente.
Os outros dois contratos previstos para 2021 estão localizados na Ásia: os campos de Limbayong, na Malásia, e Liuhua 11-1, China. No primeiro, a Petronas está avaliando os bids da Yinson, MISC, Sabah International Petroleum e o consórcio formado pelas malaias Bumi Armada, MTC e a indiana Shapoorji Pallionji. Já o projeto da CNOOC deve envolver a COOEC, Cosco e CIMC Raffles.
Para 2022, estão no radar da Rystad os FPSOs P-80, que irá operar para a Petrobras no campo de Búzios, de Gato do Mato (operado pela Shell), Atlanta (Enauta) e Maromba (BW Energy). Conforme publicado pelo PetróleoHoje, a Enauta qualificou quatro empresas na primeira fase do processo de licitação do FPSO e a BW considera utilizar a unidade de Polvo, atualmente afretada pela PetroRio.
Há ainda o FPSO para o desenvolvimento da descoberta da ExxonMobil na Guiana (Yellowtail), além de duas unidades na Angola (Cameia e Agogo) e Reino Unido (Cambo e Marigold) e uma na Austrália (Dorado).
Dos contratos já firmados entre 2019 e 2021, a Modec e a SBM saem na frente com quatro cada, seguidas pela Yinson com dois.https://public.tableau.com/views/FPSOs20192021/Painel1?:embed=y&:showVizHome=no&:host_url=https%3A%2F%2Fpublic.tableau.com%2F&:embed_code_version=3&:tabs=no&:toolbar=yes&:animate_transition=yes&:display_static_image=no&:display_spinner=no&:display_overlay=yes&:display_count=yes&:language=pt-BR&:loadOrderID=0
Contratos fechados para construção de FPSOs entre 2019 e 2021. Clique no país para ver contratantes, seus respectivos FPSOs e fornecedores. Fonte: Rystad Energy e comunicados ao mercado.
Fonte: Revista Brasil Energia