O Brasil pode chegar ao final da próxima década respondendo pela metade das exportações mundiais de carne de frango se considerados apenas os cinco maiores exportadores atuais – pela ordem e depois do Brasil, EUA, União Européia, Tailândia e China. Juntos, Brasil e EUA podem responder por mais de 80% do total exportado pelos cinco países.
A previsão está contida nas Projeções Agrícolas do USDA para 2019, documento recém-divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA, em cuja elaboração estiveram envolvidos dez diferentes agências ou serviços integrantes do órgão.
Elaboradas com base em dados disponíveis em novembro de 2009, as Projeções estimam que as exportações norte-americanas de carne de frango permanecerão em queda até o ano que vem, voltando a apresentar crescimento a partir de 2012, mas sem atingir o nível registrado em 2008, ano em que atingiram seu nível recorde.
Para o Brasil, a previsão é de reversão da queda já em 2010, superando-se o recorde atingido também em 2008. E, tirando-se o revés registrado em 2009, a expansão deve ser contínua, podendo chegar a 2019 com um incremento de 35%. Atenção, porém, porque isso corresponde a um incremento médio de não mais que 2,5% ao ano.
Em relação aos outros três principais exportadores, só Tailândia e China tendem a aumentar suas exportações, enquanto a União Européia tende ao decréscimo. Nos dois países asiáticos, os índices de expansão serão expressivos – na China, de quase 50%; na Tailândia, de aproximadamente 60% – mas sem risco para a hegemonia de Brasil e EUA.