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Clippings - 26/09/18

Brasil tem mais de 60 plataformas com mais de 25 anos

De acordo com a ANP, idade representa critério considerável para descomissionamento

Cerca de 40% das 158 plataformas marítimas de produção existentes no Brasil têm mais de 25 anos de idade – critério considerável para descomissionamento, segundo a ANP. Os números foram apresentados nesta terça-feira (25/9) pelo superintendente de Segurança Operacional da agência, Marcelo Mafra, durante a Rio Oil and Gas 2018.

A maior parte dessas unidades se concentra em águas rasas e intermediárias de bacias como as de Campos, Ceará e Sergipe-Alagoas. O tipo mais comum são jaquetas.

Entre os projetos de descomissionamento hoje em análise pela ANP estão os das plataformas P-7, P-12, P-15, P-33 e dos FPSOs Cidade do Rio de Janeiro e Piranema. Na lista de já aprovados estão o FPSO Brasil, Marlim Sul e Cação.

A ANP planeja lançar ainda este ano a minuta de resolução que regulamentará as atividades de descomissionamento. Entre as propostas está a exigência de apresentação do plano entre três e cinco anos antes da execução do projeto à ANP para garantir previsibilidade.

Segundo Mafra, a remoção total da plataforma e estruturas submarinas será a condição padrão, mas a retirada parcial ou não remoção serão aceitos, se devidamente justificados.

A ideia é ter um plano de descomissionamento aprovado pelas três autoridades competentes (ANP, Ibama e Marinha) a fim de racionalizar o processo.

Descomissionamento vs. aumento do fator de recuperação

O superintendente da ANP assinalou que o foco da agência é o aumento do fator de recuperação dos campos de petróleo. A Bacia de Campos, por exemplo, tem um índice de apenas 14%, enquanto a média brasileira – considerada baixa – é de 21%.

“Para cada 1% de aumento no fator de recuperação acrescenta-se 1 bilhão de barris de óleo recuperável”, destacou Mafra.

Um estudo da Wood Mackenzie estima que os custos de descomissionamento na Bacia de Campos até 2025, contemplando 32 plataformas, chegam a US$ 8 bilhões.

“Se esse valor fosse investido em planos de revitalização, seria possível adicionar 230 mil boed à produção na região, gerando US$ 3 bilhões em royalties e 30 mil empregos por ano no período“, calcula Luiz Hayum, autor da pesquisa.

Fonte: Revista Brasil Energia