Um possível atraso nos projetos planejados para entrar em produção em 2016 poderá fazer com que o país não consiga aumentar a produção no ano que vem, de acordo com a Opep. A conclusão está no boletim mensal do cartel de dezembro, divulgado nesta quinta-feira (10/12).
Atualmente, os projetos programados pela Petrobras para entrar em produção no ano que vem são os FPSOs Cidade de Caraguatatuba (Lapa), Cidade de Maricá (Lula Alto) e Cidade de Saquarema (Lula Central), adicionando capacidade total de 380 mil barris/dia. No entanto, a companhia sinalizou durante o call com investidores dos resultados do terceiro trimestre que poderá fazer novos cortes nas atividades no upstream, o que poderia adiar projetos planejados para o ano que vem.
A Opep afirmou que as possíveis mudanças de data poderiam prejudicar a produção do país, pois atualmente diversos campos já registram aumento na taxa de declínio, devido aos cortes no capex de manutenção.
Em 2015, somente duas novas plataformas iniciaram produção no país, o FPSO Cidade de Itaguai , na área de Iracema Norte, e a P-61, em Papa-Terra, numa adição de 290 mil barris/dia à capacidade de produção do país. Como comparação, em 2014 quatro novos sistemas de produção foram instalados no Brasil, com um total de 660 mil barris/dia.
A previsão da Opep é de que o Brasil produza 3,07 milhões de barris/dia no primeiro trimestre de 2016; 3,11 milhões no segundo trimestre; 3,22 milhões no terceiro trimestre e 3,29 milhões no quarto trimestre. O cartel espera uma redução de 380 mil barris/dia na produção dos países que não pertencem ao grupo no ano que vem, num total de US$ 57,14 milhões de barris/dia.