unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 16/06/11

Brasil terá segundo maior aumento na produção de petróleo, diz AIE

GENEBRA – Os consumidores de petróleo vão se tornar mais dependentes da produção do Brasil e outros países das Américas nos próximos cinco anos, para cobrir sua crescente demanda da principal commodity mundial, segundo projeção da Agência Internacional de Energia (AIE).

O Brasil terá o segundo maior aumento na produção de petróleo fora do cartel da Opep, só superado pelo Canadá, pelas projeções da entidade sediada em Paris.

A estimativa é que o mundo precisará aumentar sua produção total de petróleo anualmente em 1,1 milhão de barris ao dia em média, até 2016. Isso significa 100 mil barris a menos do que o aumento previsto na demanda global neste perãodo.

A expectativa é que a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio ampliem sua produção. No entanto, a demanda global aumentará sua dependência dos países que estão fora do cartel da Opep.

A AIE projeta que, diante do declínio da produção no México e no Mar do Norte, outros países vão assumir papel mais relevante na oferta global.

Primeiro, será o Canadá, com a produção podendo aumentar 1,3 milhão de barris a mais por dia e mantendo-se como fornecedor importante para os Estados Unidos.

Em seguida, vem o Brasil, como o segundo maior crescimento na produção fora da Opep, podendo ser ampliada de 2,1 milhões de barris ao dia em 2010 para 3,1 milhões em 2016.

Segundo a AIE, cerca de 70% desse incremento brasileiro virá dos campos de petróleo do pré-sal.

A entidade chama atenção para gargalos de infraestrutura. Mas nota que a Petrobras “claramente tem o peso financeiro e a experiência operacional para desenvolver com sucesso” as possibilidades nas águas profundas do pré-sal.

Os EUA vão produzir a mais apenas 500 mil barris nos próximos cinco anos, metade da alta no Brasil.

Por sua vez, a Colômbia poderá elevar sua produção em 300 mil barris ao dia, na medida em que a menor presença da guerrilha estimule o retorno das companhias internacionais de petróleo ao país.

Nada menos de 40% do crescimento da demanda virá da China, e o resto da Ásia virá sobretudo da Ásia e Oriente Médio. A demanda nos EUA e Europa, os dois grandes blocos desenvolvidos, continuará estável, diante de crescimento econômico menos acelerado do que nos emergentes. Além disso, seus veículos serão energicamente mais eficientes.

A América Latina é a única região que verá suas exportações líquidas de petróleo bruto diminuírem. A queda é de 400 mil barris por dia, ficando em 2,6 milhões de barris/ dia em 2016. Isso porque o aumento da produção, principalmente no Brasil, será ultrapassada pela expansão da capacidade de refino, com a região procurando se tornar autossuficiente e reduzir a fatura na importação do produto refinado.

Na área de biocombustível, o Brasil e os EUA estarão na liderança, sem surpresa. Mas a AIE prevê um cenário menos otimista para o Brasil e Europa, com os preços voláteis do etanol e desaceleração no aumento da capacidade no Brasil.

Segundo a AIE, o prazo de 2 a 3 anos para novas usinas no Brasil aumentou para 3 a 4 anos.