Os ativos terrestres postos à venda pela Petrobras devem atrair o interesse da iniciativa privada, principalmente de empresas nacionais, avalia o conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), Winston Fritsch. “Isso vai gerar interesse; é cashflow certo”, afirma.
A atratividade dos empreendimentos oferecidos dependerá também do acordo de offtake dos campos. “Hoje a Petrobras compra com ela mesma. É uma negociação que envolve o preço do ativo e o preço a que o petróleo vai ser contratado pelo produtor”, explica.
Fritsch, que é presidente da Petra Energia, não comentou sobre possível interesse da petroleira na compra dos campos oferecidos pela Petrobras. Na opinião do executivo, os desinvestimentos são uma escolha acertada da estatal, pois devem ajudar a Petrobras a recuperar o caixa e focar em seu core business.
Não será isso, porém, que ajudará a dinamizar o mercado brasileiro. Para Fritsch, uma questão grave a ser equacionada pela indústria é o financiamento à exploração, que exige um mercado de equity, de investimento de risco, ativo. Isso não tem acontecido, sobretudo desde 2013, quando fundos americanos, que haviam financiado empresas como a HRT e a OGX, brecaram novos investimentos para o Brasil.
“Empresas emergentes precisam de fundos externos que não estão dispostos a investir no país hoje na exploração. Isso se torna um problema para o surgimento de novas empresas brasileiras”, observa.