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Clippings - 14/02/14

Braskem reverte prejuízo e vai investir R$ 2,7 bilhões em 2014

Brasil Econômico – 14/02/2014

Petroquímica espera crescimento menor do mercado de resinas este ano; presidente comenta impacto de apagões

Gabriela Murno

A petroquímica Braskem anunciou um lucro líquido de R$ 15 milhões no quarto trimestre de 2013, uma queda de 94,5% em relação aos R$ 275 milhões registrados no mesmo perãodo de 2012. No entanto, no acumulado do ano, o lucro líquido somou R$ 507 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 738 milhões do ano anterior.

A empresa informou que o resultado do quarto trimestre reflete a adoção da prática de contabilidade de hedge, para melhor refletir os efeitos de variações cambiais no balanço. Sem o recurso contábil, o prejuízo de 2013 teria sido de R$ 1 bilhão. Já sobre a queda do lucro no último trimestre de 2013, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas disse ontem, em coletiva de imprensa, que no quarto trimestre de 2012 foram contabilizados efeitos não recorrentes, com a venda de ativos como a unidade de tratamento de água da Bahia.

Para a companhia, o mercado de resinas terá expansão mais fraca em este ano, ficando entre 3% e 4%. Em 2013, esse mercado registrou expansão de 8%. Nossa melhor projeção é de alta de 3% a 4% em um cenário econômico que considera o consenso do mercado de crescimento do PIB entre 2% e 2,2%, ponderou Fadigas.

A Braskem planeja investir quase R$2,7 bilhões em 2014, montante 2,1% superior ao desembolsado no ano passado. Serão destinados R$ 704 milhões à construção do novo complexo petroquímico no México, que continua a ser prioridade para a companhia e deve entrar em funcionamento em 2015; e R$ 1,476 bilhão serão usados para manutenção, melhoria de produtividade e confiabilidade dos ativos da empresa. Para este ano, estão programadas duas paradas, uma no Rio Grande do Sul (março) e outra em São Paulo (setembro).

Outros R$ 258 milhões serão destinados a outros projetos, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. De acordo com Fadigas, no entanto, dificilmente o a Decisão Final de Investimento será levada para apreciação do conselho da empresa ainda em 2014. Mais R$ 226 milhões irão para iniciativas de produtividade, saúde, segurança e meio ambiente.

O presidente destacou ainda que os resultados da aquisição da Solvay Indupa, ainda não devem ser sentidos nos resultados de 2014, já que a compra ainda passará por aprovação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Braskem comprou 70% das ações da empresa com sede na Argentina. Nas próximas semanas, a petroquímica vai enviar nova proposta pelas cotas dos acionistas minoritários da Solvay Indupa. A primeira proposta, de 1,35 peso por ação foi rejeitada pelo órgão regulador argentino.

Recorde na produção de etenoepolietileno

A taxa de utilização da Braskem, que mede o ritmo de produção das centrais, foi de 90% em 2013. Registramos recorde na produção de eteno e polietileno. Por pouco, não batemos o recorde na produção de polipropileno, ressaltou o presidente.

O contrato de fornecimento de nafta pela Petrobras vence no mês que vem, disse Fadigas, que ressaltou, entretanto, que espera um desfecho positivo das novas negociações. Caso não haja assinatura de um novo contrato antes do final do prazo, Braskem e Petrobras podem analisar um aditivo que permita a continuidade do fornecimento.

Continuamos confiantes de que vamos chegar a um preço que permita a continuidade da competitividade do setor, ressaltou o presidente. A Braskem compra da Petrobras 70% da nafta consumida, os outros 30% são importados de Venezuela, Argélia e Rússia, este último em menor volume.

Impacto dos apagões na petroquímica

A petroquímica afirmou que o apa-gão da semanapassada, no Centro-Sul, não teve o mesmo efeito do corte de energia que ocorreu no Nordeste no ano passado, quando registrou um impacto de R$ 50 milhões. As unidades da região (Cen-tro-Sul) tem melhor capacidade de sobreviver, desligando-se do sistema e indo para a energia gerada no complexo, disse.

Além disso, a Braskem teve impacto entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões com o acionamento das térmicas em 2013, e segundo Fadigas, dificilmente esse valor será menor neste ano. A desoneração da energia teria um impacto de R$ 120 milhões, acrescentou o presidente.