A Bravante incluiu os PSVs Bravante V e Bravante VII no Registro Especial Brasileiro. Com isso, as embarcações, das Ilhas Marshall, estão aptas navegar com bandeira brasileira. Os navios estão atualmente sem contrato.
A estratégia da Bravante tende a ser seguida por outros armadores para evitar o bloqueio de embarcações estrangeiras por navios brasileiros, razão pela qual a Petrobras não renovou ou cancelou dezenas de contratos nos últimos meses.
Sempre que uma empresa brasileira de navegação (EBN) anuncia o interesse em afretar uma embarcação de bandeira estrangeira – processo conhecido como circularização –, proprietários de navios de bandeira nacional podem pedir seu bloqueio, pois têm a preferência na contratação.
Nos últimos anos, com a demanda no país em alta, não havia tonelagem brasileira suficiente para atender ao mercado. No entanto, o desaquecimento das atividades desde 2014 mudou o panorama e, hoje, há maior disponibilidade de navios brasileiros, o que vem resultando em novos bloqueios.
Como muitos armadores estrangeiros não possuem navios de bandeira brasileira, a tendência é que façam acordos com EBNs para utilizar sua tonelagem nacional a fim de obter o REB para suas embarcações, conforme exigido pela legislação brasileira.
Segundo informações da Diretoria de Portos e Costas da Marinha, há hoje 274 embarcações de apoio marítimo de bandeira estrangeira em operação no Brasil, das quais 11 estão enquadradas no REB.