A Brazilian Helicopter Service (BHS), do grupo CHC, planeja instalar uma nova base no país. A empresa não informa a localização exata, adiantando apenas que a unidade ficará no Sudeste para atender a um novo cliente.
Em maio passado, a BHS inaugurou um novo hangar em Cabo Frio, e, agora, investe em um projeto greenfield em Macaé. Atualmente, a empresa possui 33 contratos em vigor no Brasil, onde fatura aproximadamente US$ 300 milhões por ano. São cerca de 70 voos diários a partir de suas três bases no estado do Rio, que inclui ainda um hangar em Farol de São Tomé, Campos dos Goytacazes (RJ).
A companhia está atenta a oportunidades na margem equatorial e na porção sul da Bacia de Santos. Segundo o gerente geral de Operações da BHS, Ricardo Maltez, a empresa pretende participar de futuras licitações para atender a essas regiões. “Com o pré-sal, haverá um novo salto na demanda”, prevê o executivo.
Outro nicho identificado pela companhia é o de Search & Rescue (serviços emergenciais de salvamento e resgate), demanda que, hoje, é prestado pelas Forças Armadas. “Estamos em conversações com clientes. É um serviço que requer estrutura específica e tripulação dedicada. Seria um trabalho em parceria com as Forças Armadas”, antecipa Maltez. Ele destaca ainda a demanda relacionada à atividade de aquisição sísmica offshore. Nessa área, geralmente os contratos duram entre seis meses e um ano.
A BHS promoveu na última semana, no Rio de Janeiro, o CHC Brazil Safety & Quality Summit, que reuniu representantes de empresas de transporte aéreo, fabricantes de helicópteros, petroleiras, fornecedores de materiais e serviços e agências reguladoras para discutir e compartilhar as melhores práticas de segurança operacional aérea.