Óleo da cessão onerosa possui o percentual de enxofre ideal para as novas regulamentações de combustível marítimo, segundo Claudia Souza, da Petrobras
O petróleo da cessão onerosa é perfeito para a nova regulamentação do combustível marítimo (bunker) elaborada pela Organização Marítima Internacional (IMO), que entrará em vigor no próximo ano, afirmou Claudia Sousa, gerente geral de Comercialização de Escuros da Petrobras, durante evento realizado na terça-feira (3/12), na FGV.
“O óleo brasileiro, historicamente, é um óleo de baixo teor de enxofre. Mas os óleos do pré-sal, especialmente os da cessão onerosa, são espetaculares. Parece que o bunker 2020 veio para eles. E é esse óleo que está entrando em produção agora, ou seja, é um match perfeito”, disse Sousa.
A nova regulamentação do bunker prevê que o nível de enxofre no óleo combustível de embarcações seja reduzido de 3,5% para 0,5% (percentagem em massa). As taxas já entram em vigor em janeiro de 2020.
Os baixos níveis de enxofre já são uma realidade em alguns locais do mundo, como por exemplo nos Bálcãs, Mar do Norte, costa da América do Norte (EUA e Canadá) e no Caribe americano, que possuem taxas menores do que 0,5%.
Atualmente, a Petrobras produz 2% do bunker comercializado internacionalmente. O maior mercado de bunker do mundo é o de Cingapura, na Ásia, local onde a petroleira voltou a operar em abril deste ano.
Segundo Sousa, a Petrobras vendeu 700 mil t do bunker com baixo teor de enxofre desde outubro deste ano e produziu mais de 2 milhões de t do mesmo produto em 2019.
Refinarias
Em relação aos impactos da nova regulamentação no parque de refino brasileiro, no qual a Petrobras está se desfazendo de oito refinarias, Claudia afirma que não vê desvantagem para o mercado. “A Petrobras consegue dar conta mesmo com um parque de refino reduzido”, disse a executiva.
Fonte Revista Brasil Energia