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Clippings - 12/03/19

Búzios V fica para 2022

Petrobras adia novamente primeiro óleo do FPSO e estima impacto de 60 mil boed na produção

O primeiro óleo do FPSO Búzios V irá atrasará mais um ano. A Petrobras postergou de 2021 para 2022 a data de entrada em operação do projeto da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos, originalmente previsto para 2020.

O atraso foi confirmado pela petroleira nesta segunda-feira (11/3), mas já era dado como certo pelo mercado, já que o processo de afretamento da unidade de produção segue em aberto, após mais de um ano do lançamento da licitação. Depois do imbróglio da Exmar – que apresentou o menor preço, mas não conseguiu apresentar as cartas de garantia e de financiamento – a Petrobras vem negociando a contratação do FPSO diretamente com a Modec, grupo que fez a segunda melhor oferta.

As empresas já realizaram cinco reuniões voltadas à negociação da taxa diária, a última delas nesta segunda-feira (11/3). A expectativa é que as negociações sejam concluídas até o fim de março, mas, ainda que o processo seja bem sucedido, a assinatura do contrato deve ocorrer apenas no final do primeiro semestre, tendo em vista os trâmites burocráticos demandados pela petroleira.

Oficialmente, tanto a Petrobras quanto a Modec evitam dar detalhes sobre o processo. A operadora de FPSOs vem solicitando novas cotações aos principais fornecedores, incluindo o estaleiro Cosco, na China.

A taxa diária original da Modec na licitação foi US$ 815, ante os US$ 635 mil da Exmar. No mercado, a aposta é de que a empresa japonesa negocie sua proposta até, no máximo, o patamar de US$ 750 mil.

O novo cronograma depende da conclusão das negociações com a Modec. Caso as empresas não cheguem a um acordo, a Petrobras terá que rever, mais uma vez, a data de entrada em operação do FPSO, já que, em média, licitações desse tipo se arrastam por cerca de um ano, e o prazo de construção de um FPSO varia de 34 meses a 36 meses.

O FPSO Búzios V será instalado na parte norte do campo de Búzios e terá capacidade para produzir 180 mil b/d e processar 12 milhões de m³/d de gás. O contrato de afretamento é de 21 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Com a mudança no cronograma, a Petrobras passará a ter cinco FPSOs entrando em operação 2022, ano que já contava com os projetos de Parque das Baleias e Marlim 1, ambos na Bacia de Campos, e Mero 2, em Santos.

De acordo com a companhia, o adiamento do primeiro óleo de Búzios V provocará impacto na produção estimado em 60 mil boed no período 2022-2023.

Fonte: Revista Brasil Energia