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Clippings - 30/05/17

BW diz que Camarupim não deve voltar a operar

A BW Offshore acredita que o FPSO Cidade de São Mateus não voltará a operar em Camarupim, na Bacia do Espírito Santo. Durante conferência com analistas, o CEO da companhia, Carl Arnet, afirmou que o mais provável é que o campo não seja mais comercial.

“Estamos discutindo com a Petrobras qual será o destino do campo onde a unidade estava produzindo. Acreditamos que o mais provável é que o campo será declarado não comercial e que não voltaremos a operar”, afirmou o CEO.

A declaração de Arnet está de acordo com o pedido feito recentemente pela Petrobras à ANP para a extensão do prazo para a retomada da produção nos campos nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, onde a plataforma produzia. Inicialmente prevista para abril de 2018, a petroleira solicitou que a retomada possa ocorrer até setembro de 2019 .

O FPSO Cidade de São Mateus está contratado pela Petrobras até 2018. No momento, a petroleira e a BW ainda estão discutindo um acordo sobre o contrato e a expectativa é concluir as discussões até o final de junho.

A plataforma está fora de operação desde fevereiro de 2015, quando sofreu uma explosão que matou nove pessoas. Mais de um ano depois, em junho de 2016, a unidade passou por uma inspeção no estaleiro Keppel para a definição dos reparos necessários. No entanto, até o momento os trabalhos não foram iniciados e a plataforma está passando por novas inspeções no mesmo estaleiro. A BW Offshore já recebeu o valor do seguro do FPSO, no valor de US$ 250 milhões, e a Petrobras já pagou à ANP a multa pelo acidente, fechada em R$ 47,8 milhões.

Apesar das dificuldades em conseguir fechar um acordo sobre a plataforma, a BW já está de olho em novos contratos com a Petrobras. A companhia participou das concorrências para a os FPSOs de Libra e Sépia e tem interesse e nas concorrências para o FPSO de Búzios, prevista para o segundo trimestre de 2017, e nas duas novas unidades de Marlim, que devem ir ao mercado no primeiro trimestre de 2018.

O interesse em aumentar as atividades no Brasil, inclusive, incentivou a BW a fechar um acordo com o banco chinês ICBC para participar das licitações.

“Os FPSOs no Brasil normalmente estão na faixa de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões e nós vimos a necessidade de formar uma aliança estratégica com investidores interessados neste tipo de projeto. Acreditamos que isso nos permitirá competir eficientemente neste mercado de grandes projetos, que vemos como um negócio recorrente daqui pra frente”, afirmou o CEO da BW.

A BW encerrou o primeiro trimestre do ano com US$ 6,5 bilhões em contratos globalmente, dos quais 10% são acordos com a Petrobras.

Resultados

A BW teve prejuízo de US$ 15,1 milhões no primeiro trimestre de 2017, frente às perdas de US$ 2,9 milhões do mesmo perãodo no ano passado. As receitas entre janeiro e março somaram US$ 159,6 milhões, queda de 26% em relação ao faturamento de US$ 214,4 milhões dos mesmos meses em 2016.

Já o Ebtida foi de US$ 62 milhões, diminuição de 36% na comparação anual. De acordo com a companhia, a queda no Ebitda foi um reflexo do acordo com a seguradora do FPSO Cidade de São Mateus e do ajuste de provisões por perdas.