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Clippings - 21/05/26

BW Energia anuncia FID de US$ 450 milhões para Golfinho

Empresa também anunciou o FID do desenvolvimento de Bourdon, na licença de Dussafu, no Gabão, no valor de US$ 300 milhões. Os dois projetos elevam a meta de produção da empresa para 100 mil barris em 2029

FPSO Cidade de Vitória, em operação no campo de Golfinho (Foto: Divulgação)

A BW Energy anunciou nesta quarta-feira (20) que tomou a Decisão Final de Investimento (FID) no valor de US$ 450 milhões, para uma campanha de novos poços na licença do projeto de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.

Segundo comunicado da petrolífera, os recursos serão destinados a perfuração de quatro poços de preenchimento, sendo três na licença Golfinho e um na licença Camarupim, em localizações comprovadas, que serão interligados à FPSO Golfinho, aproveitando o gasoduto de exportação existente entre a plataforma e o continente.

Golfinho tem 50 milhões de barris de óleo equivalente em reservas 2P, dos quais 42% são petróleo e 58% são gás. O primeiro petróleo previsto para o final de 2028 e que a produção na área de Golfinho deverá triplicar para cerca de 30 mil barris de petróleo por dia a partir de 2029.

A petrolífera explicou que dos US$ 450 milhões de investimento líquido de capital (Capex), U$ 170 milhões estão comprometidos com itens de longo prazo e US$ 280 milhões com opção de cronograma de gás de até seis meses antes da primeira produção de óleo.

A BW Energy destacou o baixo custo de desenvolvimento de Golfinho, de aproximadamente USD 9 por barril, viabilizado pela infraestrutura existente, e que a taxa interna de retorno é superior a 50% a US$ 60 por barril e break even a US$ 40 por barril, com uma taxa de desconto de 10%.

Golfinho tem 50 milhões de barris de óleo equivalente em reservas 2P, dos quais 42% são petróleo e 58% são gás. O primeiro petróleo previsto para o final de 2028 e que a produção na área de Golfinho deverá triplicar para cerca de 30 mil barris de petróleo por dia a partir de 2029.

A BW Energy detém 100% da operação dos polos polos Golfinho e Camarupim, na Bacia do Espírito Santo, que adquiriu da Petrobras em 2022 e assumiu a operação em 2023.

Em abril de 2025, a empresa anunciou um FID de US$ 107 para o projeto Golfinho Boost, visando aumentar a eficiência da produção e aumentar as reservas recuperáveis em aproximadamente 12 milhões de barris. 

A BW Energy possui 100% de participação nos Polos Golfinho – que compreende os campos de Golfinho (100%), Canapu (100%) e o bloco exploratório BM-ES-23 (76,47%) – e Camarupim, que inclui os campos unitizados de Camarupim (100%) e Camarupim Norte (100%). 

O contrato dos polos – ambos localizados no pós-sal da Bacia do Espírito Santo – ainda inclui o FPSO Cidade de Vitória, que opera em Golfinho e Canapu. 

Além desses ativos, a BW Energy opera, no Brasil, o campo de Maromba (100%), localizado na Bacia de Campos, após ter comprado as participações da Petrobras e da Chevron em 2019. A empresa anunciou em o FID do projeto, orçado em US$ 1,5 bilhão.

FID de US$ 300 milhões para Bourbon, no Gabão

Além do investimento no Brasil, a BW Energy anunciou o FID de US$ 300 para o desenvolvimento da Fase 1 de Bourdon, na licença de Dussafu, na costa do Gabão.

Segundo a empresa, os principais destaques do projeto são:

– 25 milhões de barris de óleo equivalente em reservas brutas 2P, dos quais aproximadamente 100% são de petróleo;

– primeira produção de petróleo está prevista para o primeiro trimestre de 2028;

– projeto com uso eficiente de capital, com conversão da plataforma Akoum (antiga Jasmine Alpha) em uma nova plataforma de cabeça de poço com 12 slots;

– produção inicial a partir de três poços e capacidade para fases futuras com potencial adicional de aproximadamente 200 milhões de barris de óleo equivalente (mmboe) de petróleo in situ perto de Bourdon;

– investimento líquido de capital (Capex) de US$ 300 milhões, com gastos pré-produção de petróleo de aproximadamente US$ 100 milhões, viabilizados por um recente acordo de venda e arrendamento (sale-and-leaseback) com a Minsheng;

– assinatura de um termo de compromisso para arrendamento de longo prazo, que deverá cobrir 100% do Capex da plataforma de poço antes da primeira produção de petróleo, taxa interna de retorno (TIR) ​​acima de 25% a US$ 60 por barril e ponto de equilíbrio a US$ 45 por barril com taxa de desconto de 10%;

– parceiros: BW Energy (operadora, participação de 73,5%), Panoro (17,5%) e Gabon Oil Company (GOC) (9,0%).

De acordo com a BW Energy, os dois projetos aprovados refletem a estratégia de crescimento da empresa, baseada em desenvolvimentos faseados impulsionados por infraestrutura, minimizando o capital em risco e proporcionando altos retornos. Juntos, eles aumentam a meta de produção líquida da BW Energy em aproximadamente 10%, para mais de 100 mil barris de petróleo por dia em 2028, e contribuem para que a empresa mantenha esse nível de produção na próxima década.

Fonte: Revista Brasil Energia