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Clippings - 17/12/25

BW Energy altera contrato da sonda de perfuração para Maromba

Companhia assinou novo contrato com a Minsheng Financial Leasing (MSFL), convertendo o acordo de curto prazo para um a longo prazo


A Sonda Valaris 247 é a unidade que será convertida para atuar em Maromba (Foto: Divulgação Valaris)

A BW Energy converteu o contrato, assinado com a Minsheng Financial Leasing (MSFL), de curto prazo, para arrendar a plataforma autoelevatória classe Super Gorilla, BW Maromba B, em um de longo prazo. 

Segundo o comunicado divulgado na segunda-feira (15), o novo contrato cobre a compra da plataforma e todos os custos necessários para deixar de prontidão a plataforma para perfuração e produção do poço Maromba B.

O investimento é de US$ 274 milhões e, de acordo com a BW Energy, o contrato, que é de 10 anos, só começará a partir do primeiro petróleo do projeto. 

A plataforma autoelevatória que será convertida em WHP será a Valaris 247, da Valaris, que possui 27 anos e atualmente opera no offshore da Austrália.

A plataforma está a caminho de Singapura para Dubai, com chegada prevista antes do final do ano. No estaleiro em Dubai, será reformado e convertido em uma plataforma totalmente integrada de perfuração e produção.

Desenvolvimento do campo de Maromba

A BW Energy tomou a decisão final de investimento (FID) do projeto de Maromba em maio deste anoLocalizado na Bacia de Campos, o projeto do campo teve investimentos previstos em US$ 1,5 bilhão, contemplando uma plataforma do tipo WHP (wellhead platform, convertida de uma plataforma autoelevatória) e o FPSO BW Maromba (antigo FPSO Polvo), com o objetivo de produzir o primeiro óleo no final de 2027.

O desenvolvimento contempla seis poços horizontais iniciais com dry-trees e elevação artificial por meio de Bombas Submersíveis Elétricas (ESPs). Esses poços serão conectados à WHP, que terá até 16 slots de poços e flowlines de produção e de teste ligados ao FPSO BW Maromba.

A produção será transferida do WHP para o FPSO para tratamento, armazenamento e posterior transferência para navios aliviadores. O FPSO terá capacidade para produzir 65 mil bpd de petróleo, tratar 85 mil bpd de água e armazenar 1 milhão de barris.

Assim que a WHP for instalada, a infraestrutura permitirá a segunda campanha de perfuração do campo de Maromba, composta por mais seis poços (entre poços infill de baixo custo e injetores de água), além de também possibilitar a avaliação de outros horizontes de reservatórios.

A BW Energy adquiriu 100% da participação em Maromba em 2019 por um total de US$ 115 milhões, dos quais US$ 85 milhões ainda precisam ser pagos aos vendedores em marcos predefinidos. A Magma Oil detém um direito de retorno de 5% na licença de Maromba, que deverá ser executado após o primeiro óleo.

Fonte: Revista Brasil Energia