A BW Offshore iniciou a desconexão dos risers e do sistema de ancoragem do FPSO Cidade de São Mateus, no campo de Camarupim, na Bacia do Espírito Santo. Na sequência, a plataforma, que sofreu uma explosão em fevereiro do ano passado, será rebocada até um estaleiro, onde passará por reparos.O contrato da unidade termina em 2018.
Segundo a empresa ainda não foi possível realizar uma avaliação precisa de todos os danos sofridos no acidente que deixou nove mortos e 26 feridos.
Devido ao atraso na operação de desconexão, o FPSO deverá seguir sem receita de afretamento até que passe por reparos e possa retornar ao campo. Ainda não há uma data prevista para isso acontecer.
No quarto trimestre de 2015, a BW registrou um impairment (desvalorização de ativo) adicional de US$ 85 milhões relacionado a custos não recuperáveis e danos diretos ao FPSO Cidade de São Mateus. A companhia reconhecer ainda perdas por impairment da ordem de US$ 50 milhões associados a outras embarcações.
Resultado
A companhia registrou no perãodo prejuízo de US$ 234,5 milhões, ante lucro de US$ 12,7 milhões nos últimos três meses de 2014. No acumulado do ano, a BW teve perdas de US$ 216 milhões, ante ganhos de US$ 187 milhões no ano anterior.
A receita da empresa no quarto trimestre de 2015 foi de US$ 319 milhões, aumento de 20% ante o faturamento registrado no mesmo perãodo de 2014. Em todo o ano de 2015, a companhia faturou US$ 1,1 bilhão, mantendo o faturamento registrado em 2014.
Cenário
A BW ainda acredita que a terceirização da produção será uma solução com bom custo-benefício para as petroleiras, mas prevê um perãodo prolongado de baixa em novos contratos. A expectativa é que o mercado comece a se recuperar em meados de 2017, quando unidades hoje ociosas devem ser novamente contratadas.
A empresa opera atualmente 17 FPSOs, das quais 14 são próprias. A taxa de utilização média no último trimestre foi de 99,6%, pequena baixa frente ao mesmo perãodo do ano anterior (99,8%).
No Brasil, a companhia opera, além do FPSO Cidade de São Mateus, os FPSOs Peregrino, para a Statoil e Sinochem, no campo homônimo, além da P-63, em joint venture com a QGOG (Petrobras e Chevron, no campo de Papa Terra). Essa operação começou em novembro de 2013 e está prevista para terminar em maio deste ano.