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Clippings - 07/06/22

BW Offshore em Golfinho


Foto: Thiago Guimarães / Agência Petrobras

A Petrobras está a um passo de fechar contrato de venda do campo de Golfinho com a BW Offshore. A operação de desinvestimento do ativo de águas profundas da Bacia do Espírito Santo deverá se concretizar nas próximas semanas, ainda em junho, apurou o PetróleoHojeAs duas petroleiras já concluíram as negociações comerciais. O valor do negócio ainda é mantido sob sigilo.

A BW Offshore foi pré-selecionada como preferencial bider no desinvestimento de Golfinho em setembro de 2021. As duas empresas passaram os últimos meses negociando os termos dos contratos de compra e venda e das exigências de abandono.

O pacote de Golfinho inclui também o campo de Canapu e mais a área exploratória do BM-ES-23, onde a Petrobras mantém participação de 65%, operando o ativo em parceria com a PTTEP (20%) e a Inpex (15%).  A produção atual do ativo é de 7,9 mil boe/dia, sendo 7,4 mil bpd de óleo, todo extraído de Golfinho. Canapu teve a produção interrompida pela Petrobras em março de 2019. 

A produção do projeto vem caindo expressivamente. O volume extraído de Golfinho somava 12,8 mil boe/dia em julho, sendo 12,1 mil barris/dia de óleo e 104 m³/dia de gás. 

O campo de Golfinho é produtor de óleo, enquanto Canapu produz gás não associado. O sistema possui o FPSO Cidade de Vitória, que pertence à Saipem, com capacidade para produzir 100 mil barris/dia de óleo. 

A conclusão da operação de Golfinho marcará a segunda aquisição da BW Offshore no programa de desinvestimento da Petrobras. Anteriormente, em 2019, a petroleira norueguesa adquiriu o campo de Maromba, na Bacia de Campos. 

Não há confirmação se o grupo BW Offshore irá manter o FPSO Cidade de Vitória no ativo ou se dará preferência por utilizar, futuramente, uma unidade da sua frota, a fim de reduzir os custos do projeto. O contrato de afretamento da unidade de produção da Saipem vencia no início de 2022, mas a Petrobras negociou, recentemente, um aditivo até janeiro de 2023. 

A decisão da empresa norueguesa dependerá, basicamente, do valor ofertado para a nova taxa diária de afretamento. Considerado um sistema de margem pequena, o Polo Golfinho é como um projeto desafiador. 

No setor, prevalece a avaliação que será fundamental que a BW Offshore invista na descoberta de novos upsides para ampliar não só o volume de produção como o tempo de vida útil do ativo. O potencial de maior sucesso do ativo está focado à área do Parque dos Doces, localizada no BM-ES-23. 

O campo de Golfinho iniciou operação em 2007, sendo visto na ocasião como a grande promessa de águas profundas da Bacia do Espírito Santo. Apostando no potencial do projeto, a Petrobras chegou a afretar duas unidades de produção, alocando também o FPSO Capixaba, da SBM, sendo que diante da baixa resposta do reservatório o navio-plataforma foi remanejado dois anos depois para operar no Parque das Baleias.

O gás produzido no projeto de Golfinho é exportado através de um gasoduto de 12’’ de diâmetro à Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) para processamento.

A BW Offshore disputou a compra de Golfinho com a 3R Petroleum. O teaser do processo foi lançado em janeiro de 2020.

Fonte: Revista Brasil Energia