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Clippings - 28/11/19

CA da Petrobras avalia plano de negócios

Plano de Negócios da companhia (2020-2024) caminha para ser aprovado pelo Conselho de Administração nesta quarta-feira

O Conselho de Administração (CA) da Petrobras irá avaliar nesta quarta-feira (27/11) o Plano de Negócios (PN) voltado ao período 2020-2024, o primeiro tendo Roberto Castello Branco na presidência da companhia. O colegiado está reunido desde o início da manhã e a expectativa é que os indicadores e as premissas do plano sejam aprovados de primeira, sem a necessidade de convocação de uma reunião extraordinária, conforme havia expectativa até o início da semana.

Fontes envolvidas no processo revelaram ao PetróleoHoje que o PN não trará nenhuma alteração na estratégia e também não contemplará aumento dos investimentos. No alto escalão, a aposta se volta para a redução do volume total de investimentos no período, tendo por base a capacidade de realização da empresa.

Outra questão que deverá ser revista é o índice dívida líquida/Ebitda projetado para 2020, em função do montante significativo que a petroleira irá desembolsar, por conta dos compromissos assumidos com a aquisição das áreas de Búzios, Itapu e Aram, no leilão do excedente da cessão onerosa e na 6ª rodada de partilha.

Comentários nos níveis mais altos da companhia indicam que o índice será elevado no curto prazo, sem que isso comprometa as metas de longo prazo. A Petrobras tinha como objetivo reduzir o indicador dívida líquida/Ebitda ajustado para 1,5x em 2020. Fontes da petroleira antecipam que o indicador tende a ser revisto para 2,2 ou 2,4.

A diretriz principal do PN 2020-2024 será centrada na geração de valor. O novo plano tem como foco alinhar as projeções de desinvestimento com as de investimento.

Apesar da previsão de redução de investimentos e da aceleração do programa de venda de ativos, a tendência é que os aportes na área de E&P cresçam, em detrimento dos demais segmentos. Por conta da aquisição de novas áreas, a diretriz aponta para a ampliação dos recursos destinados à exploração. Recentemente, a estatal antecipou que pretende perfurar de sete a oito poços exploratórios no pré-sal em 2020.

Divulgado no final de 2018, quando Roberto Castello atuava informalmente no processo de transição da Petrobras, o PN 2019-2023 contemplava um montante de investimentos totais de US$ 84,1 bilhões, sendo US$ 68,8 bilhões destinados à área de E&P.

Desde que assumiu o comando da companhia, Castello Branco tem adotado a estratégia de dar mais dinamismo ao plano de negócios, buscando assegurar maior confiabilidade do mercado. Ao invés das edições anuais, o executivo tem perseguido o modelo de revisões contínuas e periódicas das metas, o que tende a reduzir o volume de mudanças a cada plano.

O CA está reunido desde o início da manhã, no Rio de Janeiro. A expectativa é que a reunião avance pela noite.

 

Fonte: Revista Brasil Energia