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Clippings - 03/02/26

Cabotagem aumentou movimentação no Norte em 11 meses

Dados da Antaq, de janeiro a novembro de 2025, registram 200 mil toneladas a mais em todos perfis de carga e alta de 8,25% na movimentação de contêineres pelo modal na região. Abac atribui resultados à flexibilidade para empresas nos afretamentos de navios a casco nu

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informou, nesta segunda-feira (2), com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que de janeiro e novembro de 2025 o transporte por cabotagem movimentou 10,8 milhões de toneladas na região Norte, cerca de 200 mil toneladas a mais em todos os perfis de carga e alta de 8,25% na movimentação de contêineres, em comparação com igual período do ano anterior. De acordo com a pasta, nos 11 primeiros meses de 2024 o crescimento registrado fora de 8,3% frente a 2023.

Segundo os dados divulgados, a maior movimentação na região foi registrada em terminais do Pará, principalmente nos de Trombetas, Juruti e Vila do Conde, além de Manaus, no Amazonas. Os principais destino foram portos das regiões Nordeste e Sudeste.

O produto mais movimentado foi a bauxita, tanto em granel sólido quanto em carga geral, que somaram 3,86 milhões de toneladas no período. Já as cargas em contêineres totalizaram 3,23 milhões de toneladas, de bens industriais e tecnológicos, além de alimentos, bebidas e insumos básicos, enquanto nos granéis líquidos e gasosos, os destaques foram o petróleo e seus derivados, com 2,81 milhões de toneladas.

O ministério creditou os resultados às medidas regulatórias do programa BR do Mar e informou que após a criação dele, em 2022, foi registrado aumento no transporte contêineres em todos os anos. De acordo com a pasta, o volume transportado passou de 2,4 milhões de toneladas em 2022 para 2,5 milhões em 2023, três milhões em 2024 e chegou a 3,2 milhões de toneladas em 2025, o maior verificado na região.

A coordenadora-geral de navegação marítima do MPor, Bruna Roncel, disse que a atualização normativa vem garantindo que a expansão logística ocorra em bases sólidas. “As portarias do BR do Mar representam avanço regulatório ao associar o crescimento da cabotagem a critérios de sustentabilidade e segurança jurídica”, afirmou.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Aba), Luís Fernando Resano, confirmou o aumento da movimentação no segmento que, segundo ele, chegou a 23% em 2025. Ele disse à Portos e Navios que ainda não tem os dados apurados por região do país, mas contestou a avaliação do MPor de que os resultados se devem apenas à BR do Mar.

De acordo com o diretor da Abac, as altas registradas são, em sua maior parte, consequência da possibilidade de afretamentos de navios a casco nu, que dá mais flexibilidade às empresas do setor. Ele acrescentou que o anunciado programa de incentivo ao setor ainda não saiu do papel.

Resano explicou que a avaliação da Abac e dos armadores de cabotagem é de que esses ganhos estão em risco com a proposta de exigir o uso de navios sustentáveis. “Essa regra de impor o navio sustentável no caso dos afretamentos a casco nu pode impactar fortemente a cabotagem”, alertou o diretor da associação.

Fonte: Revista Portos e Navios