O primeiro dia do evento “A hora da cabotagem” contou com debates e apresentação de cases de sucesso de diversos embarcadores. Na abertura das primeiras palestras, Eduardo Razuck, presidente da Localfrio, abordou a importância da estrutura logística nas pontas, apresentando ainda um case sobre Suape. O executivo destacou que um dos principais pontos de investimento da companhia é o foco em infraestrutura. “Hoje somos uma empresa que investe muito na questão de armazenagem e transporte com foco na cabotagem. Porém ainda há necessidade de investir na infraestrutura, não só para atender as cargas em contêiner, mas também as cargas soltas”, diz.
Razuck ressaltou ainda o trabalho da companhia em Suape no transporte de torres eólicas. “Hoje quase 90% desse transporte é feito pelo rodoviário. Imagine cruzar o País inteiro tendo que parar na estrada, parar o fluxo por conta do tamanho da carga”, destacando ainda o fato como uma questão não relacionada a custo, mas sim de lógica. “Precisamos transportar isso de forma mais eficiente, isso é um fato. Não se trata de eliminar o rodoviário, e sim fazer esse transporte de forma mais eficiente com a ajuda da cabotagem”.
Na mesma linha, Guilherme Reis Fumagalli, executivo do TCP Log, ressaltou a redução dos custos operacionais no terminal, na cabotagem e longo curso. “Hoje temos um bloco exclusivo para a cabotagem no nosso terminal, além de uma equipe exclusiva para o modal. O que ajuda e acelera as operações e o serviço final para o cliente”, disse.
Roberto Vargas, gerente de logística da Josapar, ressaltou a importância do modal dentro da companhia, que atua desde 1996 na cabotagem. Segundo ele, foram movimentados 4.850 contêineres no modal em 2014. “27% do volume da nossa empresa é movimentado pela cabotagem”, ponderou, destacando como um dos principais pontos positivos da cabotagem a economia no custo do transporte, o menor índice de avaria, roubo ou acidente, facilidade de rastreabilidade, regularidade nas escalas e disponibilidade de equipamentos.
Não esquecendo da importância das ferrovias no transporte intermodal, Fábio Siccherino, diretor da Embraport, ressaltou que os dois modais que mais crescem são o ferroviário e aquaviário. Detalhando mais a case em parceria com a LG, o executivo ressaltou que o volume de contêiner por ferrovia dobrou. “Esse volume vem crescendo dois dígitos por ano”, ressaltando ainda a importância do começo das operações em 2013, dos terminais Embraport e BTP, que segundo ele, geraram aumento de 60% na capacidade de contêineres no Porto de Santos. “Nós já movimentamos mais de 1.500 Teus na ferrovia”, relatou Siccherino.
A PWC, empresa de consultoria, destacou ainda os gastos com infraestrutura, ressaltando que “a missão é mudar a configuração distorcida da matriz de transporte brasileira, que tem uma geografia e uma capacidade enorme para se desenvolver melhor”. A afirmação de Carlos Biedermann, vai de encontro a necessidade de mudar a matriz de transporte brasileira, que, segundo ele, possui uma geografia com capacidade enorme para se desenvolver melhor, e destaca que o gasto de infraestrutura no Brasil ainda é estável.
O evento que entra no seu segundo dia hoje (27/08), traz ainda na parte da tarde o “Seminário Rickmers & Logística de Projeto” que ressalta o crescimento desse setor por conta dos projetos de infraestrutura em diversos pontos do país, de exploração submarina de petróleo e geração de energias alternativas. Para mais informações acesse: http://www.logisticadeprojeto.com.br/