O presidente da Fenavega, Meton Soares, participou, em Salvador (BA), do Seminário de Comércio Exterior – Portos da Bahia, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e Associação Comercial da Bahia (ACB). No evento, foram abordados temas ligados à exportação, projeto Porto Sem Papel, Investimentos em portos e estaleiros da Bahia e o mercado de importação.
Meton Soares afirmou, em seu pronunciamento, que a cabotagem vem apresentando resultados excelentes, com aumento da tonelagem transportada e pressão para constante melhoria portuária. Destacou ser necessária a equalização do custo de combustível com o praticado nas linhas para o exterior, acabando-se com a atual distorção, em que há incidência de ICMS no combustível para a cabotagem e isenção nas rotas para o exterior (longo curso). Meton frisou haver necessidade de regras especiais para a cabotagem, de modo que a cada dia mais empresas disputem o setor com navios próprios. Disse que tanto o navio precisa ser mais barato como os custos de operação devem ser reduzidos. Sobre o controle das empresas, declarou:
– Sei que o investimento exterior é bem-vindo. No entanto, mantenho a tese de que o empresário essencialmente brasileiro
precisa ser especialmente prestigiado na cabotagem, pois é patente seu maior comprometimento com objetivos nacionais – destacou, alertando para o fato de não se tratar de proposta antiquada, uma vez que, nos Estados Unidos, país-líder do capitalismo mundial, só são admitidas na cabotagem empresas essencialmente nacionais. Meton não quer a saída do capital estrangeiro, porém mais estímulo à entrada de empresas essencialmente nacionais.
Citou Meton não haver, na expansão da cabotagem, antagonismo a outros modais, pois, a grandes distâncias, o uso do caminhão é desaconselhado por todos os especialistas e, com o crescimento da navegação, há necessidade de auxílio ferroviário e rodoviário para distribuição, pois o navio leva as cargas porto-a-porto.