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Clippings - 14/05/26

Cade analisa aquisição de ações da Brava Energia pela Ecopetrol

As empresas apontam não haver preocupações concorrenciais, já que os ativos em que a Ecopetrol participa estão na fase pré-operacional

Foto: Divulgação Brava Energia

O Cade analisará a aquisição de ações da Brava Energia pela Ecopetrol. O ato de concentração foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na terça-feira (12). 

O negócio foi anunciado no final de abril. Primeiro, a Ecopetrol adquiriu 26% das ações. Após, fará uma oferta pública voluntária para comprar ações adicionais (ou consegui-las na bolsa ou em transações privadas com terceiros) para chegar a 51% das ações com direito a voto. 

Segundo ofício enviado ao Cade, as empresas apontam que não há preocupações concorrenciais pelo fato das atividades da Ecopetrol no Brasil serem pré-operacionais. 

Isto não resultaria em sobreposição horizontal ou integração vertical entre as atividades de ambas tão cedo, já que os ativos não têm atividades de produção em curso. 

As empresas entendem que no futuro pode ocorrer uma potencial e pequena sobreposição horizontal entre os blocos em que a Ecopetrol faz parte e as atividades da Brava no setor. No entanto, alegam que não é possível estimar agora se, ou em que medida, os blocos terão impacto no mercado, uma vez que o volume de petróleo e gás dos reservatórios ainda não pode ser medido de forma confiável.

Além disso, alegam que as participações de mercado da Brava na produção de petróleo e gás natural são reduzidas. Nesse caso, a operação não resultaria em um aumento relevante da participação de mercado da Ecopetrol neste segmento. 

Ativos em que a Ecopetrol participa no Brasil

Por meio da subsidiária Ecopetrol Brasil, a companhia está em consórcio com a Shell Brasil em 11 blocos na Bacia de Santos. A Shell detém operação com 70%, enquanto a Ecopetrol possui os outros 30%. 

A Ecopetrol Brasil também detém participação não operada de 30% em Gato do Mato (BM-S54) e Sul de Gato do Mato (contrato de partilha de produção), adquiridas da Shell, operadora, em outubro de 2019. A decisão final de investimento foi tomada em março de 2025, e a primeira produção de petróleo está prevista para 2029.

Fonte: Revista Brasil Energia