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Clippings - 10/11/16

Cade analisa posições do mercado sobre fusão da Technip com FMC Tecnologies

O Cade está analisando informações fornecidas por dezenas de clientes e concorrentes da Technip e da FMC Technologies, que aguardam a autorização do órgão para concluir a fusão de suas operações, anunciada em junho. Além do Cade, as empresas precisam do aval das autoridades na União Europeia.

Até o momento, as empresas consultadas têm informado ao Cade que a fusão não indica um potencial de concentração do mercado capaz de prejudicar operações envolvendo contratos de engenharia e fornecimento de equipamentos submarinos. As informações estão presentes em documentos trocados entre a Technip/FMC e o conselho.

A combinação entre as empresas vai integrar a atuação da Technip no desenvolvimento de projetos offshore e onshore e a capacidade da FMC de fabricação de equipamentos. A interação é vista com bons olhos pelos clientes.

“Um pequeno atraso no cronograma de entrega do equipamento SPS tem um efeito dominó no cronograma da embarcação de instalação, que pode ser um impacto de algumas centenas de milhares de dólares para um projeto. Havendo uma única empresa gerenciando o escopo, existe o potencial de minimizar tal risco”, exemplificou a BP, em resposta a questionamentos do Cade.

A petroleira ressalta que, se a fusão resultar em um direcionamento da engenharia da Technip para soluções da FMC ou em qualquer outro impacto negativo em termos de preços, existem outras empresas com a mesma configuração integradas, como One Subsea e Subsea 7, que podem assumir as demandas, forçando a concorrência no setor.

A Saipem, concorrente da Technip, ressaltou que a integração vai posicionar a nova empresa combinada de forma mais favorável no mercado, inclusive pelo fato de a Saipem atuar na instalação de linhas rígidas, o que concorre com a Technip já na fase de concepção dos projetos.

“A fusão entre a Technip S.A e a FMC Technologies impactaria o mercado na medida em que uma única empresa capaz de fornecer o pacote SURF juntamente com o pacote SPS e eventualmente a Unidade de Superfície (…) irá colocar a empresa resultante da fusão das duas empresas em questão em situação privilegiada em frente ao mercado”, afirma a Saipem.

Na mesma linha, a McDermott ressalta que a oferta de soluções integradas offshore torna a Technip uma concorrente mais forte no mercado. “Para alguns projetos, precisaremos encontrar soluções criativas para sermos competitivos”, respondeu a empresa ao Cade.

Quanto ao mercado de umbilicais, uma das principais fornecedoras do segmento, a Oceaneering, não vê impactos negativos na operação. A combinação não traria “nenhum prejuízo às nossas linhas de negócio”, afirma a empresa.

Um total de 43 ofícios foram emitidos pelo Cade solicitando informações para clientes e concorrentes do segmento, e boa parte ainda será enviado ao conselho, que só então emitira um parecer sobre a operação e, eventualmente, aprovará a fusão. Os prazos indicam que o processo deve se prolongar até o início de 2017.