O Cade aprovou sem restrições a transferência da participação de 35% da Petrobras para a Total no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos. O campo entrou em produção em dezembro de 2016.
Anteriormente, a área era operada pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil – subsidiária da Shell (30%) – e a Repsol Sinopec Brasil (25%). Com a mudança, a Total passará a ser operadora com 35% e a Petrobras manterá participação de 10%.
A transferência da participação da Petrobras na área faz parte da aliança estratégica definidos no Acordo Geral de Colaboração (Master Agreement) assinado entre a companhia francesa e a brasileira no final de 2016. O acordo também prevê a entrada da Total na concessão do BM-S-11 (Iara), além da transferência de 50% de participação na Termobahia para a francesa. A transação no BM-S-11 foi aprovada pelo Cade nesta terça-feira (4/4).
De acordo com os dados utilizados pelo Cade para a aprovação da transação, após o início da produção de Libra, previsto para meados de 2017, e de Iara, programado para 2018, a Total será responsável por uma produção equivalente a 7% da produção offshore brasileira atual.
O campo de Lapa foi o terceiro campo do pré-sal da Bacia de Santos a entrar em produção, depois de Lula e Sapinhoá. Em fevereiro, dados mais recentes disponibilizados pela ANP, a área produziu 37,8 mil barris/dia de óleo e 1 milhão de m³/dia de gás.