O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu o aval definitivo para a operação de combinação de ativos e bases acionárias da Suzano Papel e Celulose e da Fibria, sem restrições.
A certidão com a decisão foi publicada na quinta-feira no site da autarquia uma vez que, transcorrido o prazo regulamentar, não houve apresentação de recursos ou avocação.
A Superintendência-Geral do Cade já havia comunicado a aprovação da fusão sem restrições em 11 de outubro. Em comunicados ao mercado, as companhias informaram que, com a publicação da certidão de trânsito em julgado, a decisão da Superintendência-Geral “se tornou final e irrecorrível no âmbito do Cade”.
Com isso, a consumação da fusão passa a depender principalmente do aval da Comissão Europeia. Outra aprovação aguardada é a da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A Suzano protocolou em 9 de outubro na autoridade europeia o pedido de análise da transação. Caso o órgão se posicione na primeira fase de análise (fase 1), a decisão poderá ser conhecida em 35 dias úteis contados da data de protocolo.
Órgãos reguladores dos Estados Unidos, China e Turquia também aprovaram a fusão sem restrições. Após o aval das autoridades antitruste, a Suzano vai listar ADRs (recibos de ações) na Bolsa de Nova York e a expectativa é a de que a transação seja concluída em até 45 dias. Em teleconferência com analistas, o comando da Suzano indicou que a operação deve ser concluída entre o fim deste ano e primeiras semanas de 2019.
Fonte: Valor Econômico