A relatora do processo da compra da Baker Hughes pela Halliburton aceitou um pedido das empresas para estender por mais 90 dias o prazo para análise pelo órgão de defesa da concorrência. O pedido, acatado ontem (15/3) pela conselheira Cristiane Schmidt, ainda precisa ser homologado no Cade.
Após concluir, em dezembro do ano passado, que haverá problemas concorrências decorrentes da fusão em diversos segmentos de atuação das empresas, o Cade precisa agora analisar as medidas propostas pela Halliburton e Baker Hughes para remediar os efeitos da concentração de mercado – as principais medidas são a venda de ativos.
Um novo parecer do Cade era esperado já para esta semana, mas a etapa de levantamento de informações nem sequer foi concluída. Ao pedir a extensão do prazo, as próprias empresas lembram que a primeira análise do órgão levou mais de 100 dias.
No Brasil, a análise do Cade levou em conta informações das empresas e de concorrentes e contratantes, inclusive a Petrobras, para concluir que oito mercados apresentariam “preocupações concorrências”, como descreve Cristiane Schmidt: perfuração direcional, cimentação, completação de núcleo, construção de poços, fraturamento em várias etapas, controle de areia, intervenção em poços e wireline em poços abertos ou revestidos.
A Petrobras tem sido requisitada no processo. Semana passada, o Cade solicitou uma nova reunião com representantes da Petrobras para tratar da fusão das fornecedoras. Na petroleira, a intermediação é feita pela área de Direito da Concorrência.
Halliburton e Baker também aguardam uma posição do órgão de defesa da concorrência da Comissão Europeia, que está em uma fase análoga ao Cade, no Brasil, avaliando se as medidas de remediação apresentados pelas empresas serão suficientes para permitir a fusão, sem prejuízo à concorrência.