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Clippings - 08/12/15

Cade quer rejeitar fusão entre Baker Hughes e Halliburton

Um parecer técnico do Cade, acolhido pelo superintendete geral interino do órgão do Minstério da Justiça, Eduardo Rodrigues, quer impugnar o processo de fusão entre a Baker Hughes e a Halliburton. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (7/12). Desde outubro, o órgão vinha realizando diligências para analisar a operação, anunciada no final de 2014, por US$ 34,6 bilhões.

A opção por realizar as diligências foi feita após a identificação de complexidades concorrenciais em alguns mercados analisados após consultas a companhias da área. Diversas petroleiras e concorrentes da Halliburton e Baker Hughes responderam aos questionamentos do Cade, em linha gerais considerando que a fusão entre duas das três maiores empresas de serviços petrolíferos do mundo reduzirá a concorrência e, potencialmente, elevará os custos no setor.

Em resposta ao Cade, a Chevron informou que algumas concorrências no Brasil para perfuração e completação e serviços, como de cimentação e barcos de estimulação, ficarão restritas à Halliburton e à Schlumberger e, em alguns casos, incluirá a Weatherford. Assim, o mercado ficará reduzido de quatro para três fornecedores e, em alguns casos, para dois.

A mesma preocupação foi demonstrada pela Statoil. “O domínio das diferentes linhas de serviços é distribuído entre apenas três grandes empresas (…). Do ponto de vista de uma empresa compradora, nos parece fundamental que seja garantida a competição entre o maior número possível de fornecedores”, avaliou a empresa.

Na mesma linha, a BP ressaltou que a operação de compra da Baker Hughes vai concentrar o mercado global disputado hoje pelas Big 3, mas ponderou que há, de fato, uma dificuldade em pulverizar esse segmento.

A Baker Hughes e a Halliburton já haviam anunciado que venderiam parte de seus negócios para conseguir o avala para a transação. Até agora, somente Canadá, Cazaquistão, África do Sul e Turquia autorizaram a transação sem restrições. Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça vem adiando o prazo para a conclusão do negócio. O prazo atual é em meados de dezembro, mas ainda pode ser estendido para 2016.