A indústria recebeu com entusiasmo o anúncio do governo sobre a aprovação das áreas a serem leiloadas ao longo dos próximos três anos no Brasil. Na avaliação do IBP, a adoção de um calendário de leilões, com três rodadas em 2018 e em 2019, fortalece a intenção do governo de retomar o crescimento da atividade de E&P e garante às empresas maior previsibilidade para seus investimentos.
Para o presidente do IBP, Jorge Camargo, a divulgação do calendário e das áreas e a definição das novas regras de conteúdo local trazem uma ótima sinalização e ajudam a destravar os novos investimentos para o setor. “A sinalização é positiva, demonstra que o governo e a indústria estão alinhados e deixa o Brasil mais competitivo”, avalia o executivo.
Apesar do entusiasmo com o calendário, a confirmação da exclusão do mecanismo de waiver para a 14ª rodada e o terceiro leilão de partilha gera preocupação. Entre as petroleiras, a percepção é de que o fim do mecanismo pode acabar trazendo uma percepção de risco ao negócio.
O presidente do IBP ressalta que no curto prazo é importante que o governo solucione a questão da extensão do Repetro, ainda para os leilões de 2017. Outro ponto de preocupação da indústria em relação aos novos leilões é a profusão de leis que oneram os investimentos na área de E&P no Rio de Janeiro.
“Temos dito no Rio de Janeiro e em Brasília que é preciso pacificar essas questões do Rio de Janeiro para que a indústria possa voltar a ajudar o estado. Hoje, como está, o Rio de Janeiro não está se ajudando, pois a instabilidade local vivida prejudica novos investimentos”, analisa Camargo.