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Clippings - 16/07/18

Camarupim e Camarupim Norte sem prorrogação

Camarupim e Camarupim Norte sem prorrogação. Pedido de extensão é indeferido, e Petrobras discute alternativa de subsea to shore para o projeto

A Diretoria da ANP negou o pedido da Petrobras para estender o prazo de interrupção da produção dos campos de gás de Camarupim e Camarupim Norte, no offshore da Bacia do Espírito Santo.

Além de solicitar adiamento até janeiro de 2023, a petroleira apresentou à agência relatório técnico contemplando duas alternativas distintas para retomar a produção, uma prevendo a volta do FPSO Cidade de São Mateus e outra apoiada na concepção de subsea to shore.

Embora tenha indeferido o pedido da petroleira, a agência estabeleceu que o prazo será reavaliado e redefinido depois que os planos de desenvolvimento forem apresentados. A Petrobras também solicitou postergação do prazo de entrega da revisão dos planos dos dois ativos para dezembro de 2019, mas o pedido foi negado. O órgão regulador optou por ampliar o prazo até o dia 31 de dezembro, ante a data original de 31 de julho.

Pelo acordo estabelecido com a ANP anteriormente, a Petrobras tem a até julho de 2019 para retomar a produção do projeto.  Os dois campos estão sem produzir desde 2015, quando ocorreu uma explosão no FSPSO Cidade de São Mateus, de propriedade da BW Offshore, que resultou na morte de nove pessoas.

A opção técnica do subsea to shore exigirá, se confirmada, um investimento extra de cerca de US$ 300 milhões. Os dois campos são operados pela Petrobras, sendo que em Camarupim a companhia tem 100% da concessão e em Camarupim Norte, 65%, tendo como sócia a Ouro Preto (35%).

A definição do plano de desenvolvimento vem gerando divergências internas. A Petrobras tem se mostrado mais favorável ao subsea to shore, enquanto a Ouro Preto defende a solução de menor custo para ela, ou seja, o retorno da unidade de produção da BW.

O problema está ligado às discussões envolvendo a Petrobras, BW e as empresas seguradoras. O custo fixo de manutenção do ativo parado é de cerca de US$ 8 milhões por ano. A Ouro Preto, por conta do seu porte menor, tem maior urgência na retomada do projeto.

A Petrobras analisou também outras alternativas técnicas, como jaqueta, a interligação ao FPSO Cidade de Vitória, em operação no campo vizinho de Golfinho, e a instalação de um FPSO de menor porte.

O FPSO Cidade de São Mateus produzia, antes do incidente, cerca de 2 milhões de m³/d de gás via oito poços. A unidade está em Singapura, no estaleiro da Keppel, mas até o momento as obras de reparo não tiveram início.

O contrato de afretamento da plataforma com a Petrobras foi prorrogado até 2019.