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Clippings - 05/09/16

Camarupim Norte ficará pelo menos três anos sem produzir

A Petrobras pretende manter os campos de Camarupim e Camarupim Norte inoperantes, pelo menos, até 2018, totalizando mais de três anos de suspensão da produção. A operação foi interrompida em fevereiro do ano passado, quando uma explosão no FPSO Cidade de São Mateus deixou nove mortos. A suspensão acordada entre a petroleira e a ANP coincide com o fim do contrato de afretamento do FPSO, firmado com a BW Offshore.

Até maio, a BW Offshore, proprietária da plataforma, contava com o retor do FPSO ao país até o final de 2017, mas esta semana a companhia informou que é incapaz de fazer uma previsão, pois não há definição, junto a Petrobras, quanto ao que será feito com a plataforma.

Ambos os campos são operados pela Petrobras, mas em Camarupim a companhia tem 100% da concessão e em Camarupim Norte tem 65% – a OP Energia detém os outro 35%. O contrato de afretamento do FPSO Cidade de São Mateus com a Petrobras é válido de 2009 até 2018, mas está suspenso.

Produtores de gás, os campos entregavam cerca de 2 milhões de m³/dia do energético, sendo praticamente todo aproveitado comercialmente – não era feita injeção e os níveis de queima e consumo eram da ordem de 0,1 milhão de m³/dia. Os campos ficam no Espírito Santo.

Em 2015, um relatório interno da Petrobras identificou que uma peça inapropriada causou a operação irregular de válvulas e posterior explosão na casa de bombas do FPSO Cidade de São Mateus. Na época, a Petrobras negou ter conhecimento das falhas na manutenção da plataforma, que era operada pela própria BW Offshore.