A combinação de embarques semanais, previsibilidade de chegada dos navios, baixo índice de avarias e, especialmente, custo menor está levando a Camil Alimentos a apostar cada vez mais no transporte de cabotagem na rota Sul-Norte e Nordeste. A maior fabricante de arroz do Brasil fechou 2009 com 14% da movimentação da carga realizada no modal marítimo – 79% no rodoviário e 7% no ferroviário.
Neste ano, o percentual de participação da navegação costeira (que inclui operação para países do Mercosul) tende a aumentar. Nada mal para uma empresa que produz, em média, 33 mil toneladas de arroz por mês. Na cabotagem podemos trabalhar com o estoque em trânsito, pontua o supervisor de Logística, João Luis Sanho, que prefere não declinar o aumento anual do percentual de participação da cabotagem.
Em média, a empresa embarca 220 Teus por mês em navio. De acordo com Sanho, a utilização do modal marítimo deve-se não só à migração de cargas, mas principalmente ao crescimento real dos volumes operados.
No ano passado, o volume total de movimentação da Camil reduziu 15% sobre 2008, mas a expectativa é que o atual exercício registre crescimento de 10%.
O arroz da Camil Alimentos é embarcado especialmente pelo Porto de Rio Grande (RS), complexo que tem se especializado cada vez mais nessa operação. Além dos terminais do porto que já escoam a produção de arroz, novas instalações se preparam para movimentar a carga.
Há menos de um ano em atividade, o terminal marítimo da Cesa (Companhia Estadual de Silos e Armazéns) tem como estratégia utilizar a cabotagem para receber toda a produção que atualmente é transportada pela rodovia a partir dos portos fluviais.
Com investimentos que totalizam R$ 1,5 milhão, a intenção é torná-lo um terminal de exportação do Estado do Rio Grande do Sul.