A Agência Nacional do Petróleo (ANP) prevê início da produção no prospecto de Libra, na Bacia de Santos, no quinto ano contado a partir da assinatura do contrato, previsto para acontecer em novembro, afirmou a diretora-geral da agência reguladora, Magda Chambriard. A área será a única a ser ofertada na 1ª Rodada de Licitação do pré-sal, marcada para 21 de outubro.
Magda prevê que sejam conectadas de 12 a 18 plataformas de produção, cada uma com capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo por dia. O pico de produção previsto para Libra é de um milhão de barris por dia, disse a diretora-geral da ANP, durante entrevista coletiva, no Rio. Ela preferiu não estimar o momento que poderá ser atingido o pico.
[O pico de produção] depende do passo [dos investidores], disse Magda Chambriard. Sobre as criticas em relação ao tempo do contrato de Libra, de 35 anos, a diretora afirmou que já está definido na lei e que isso não é algo que esteja em discussão. Não é algo que dependa da ANP, afirmou.
Recuperação de custos
Para a diretora-geral da ANP, a taxa de recuperação dos investimentos nos primeiros anos para a exploração do prospecto de Libra, na Bacia de Santos, é adequada.
A questão está entre os pontos criticados pela indústria. Apenas 50% dos custos nos dois primeiros anos serão recuperáveis; taxa que abaixa para 30% nos anos seguintes. [O prospecto] já tem um poço perfurado e uma descoberta pujante, disse Magda.
Durante a fase de exploração, o governo definiu que deverão ser perfurados mais dois poços de delimitação. Esse será o grande custo na fase de exploração [que terá quatro anos], disse Magda. Ela destacou que, em seguida, caberá aos investidores perfurar poços de produção e trazer plataformas para viabilizar a produção.
Os 50% são suficientes até onde nós calculamos e projetamos, disse Magda. A partir daí os nossos cálculos dizem que os 30% são suficientes, frisou.