A Petrobras registrou perdas de R$ 1,23 bilhão por desvalorização no campo de Lapa, área do antigo bloco exploratório BM-S-9, no cluster do pré-sal da Bacia de Santos. A baixa levou em conta a queda no preço do barril do petróleo, mas pesou também dados de reprocessamento sísmico. As perdas foram geradas em função da revisão de premissas de preço, decorrente da queda das projeções dos preços do petróleo no mercado internacional que ocasionaram redução nas reservas de óleo e gás e nos fluxos de caixa do projeto, bem como pelo aumento da taxa de desconto.
No total, a Petrobras registrou perdas da ordem de R$ 33,7 bilhões com desvalorização de campos de produção no Brasil. O principal deles foi Papa-Terra, operado em parceria com a Chevron, onde foram registradas perdas da ordem de R$ 8,72 bilhões. A empresa anunciou ontem, durante apresentação dos resultados financeiros de 2015, que está fazendo uma revisão do modelo geológico do campo. Novo projeto fica pronto entre outubro e novembro.Além do reservatório, problemas na operação da TAD tem “onerado muito” a operação do campo, contou nesta terça-feira a diretora de E&P, Solange Guedes.
Além de Papa-Terra, outro campo em parceria com a Chevron registrou desvalorização. Frade, que é operado pela petroleira americana, registrou – ainda de acordo com dados da Petrobras – desvalorização de R$ 773 milhões em 2015. O campo produziu em janeiro 24 mil b/d de petróleo.
Três polos representaram quase R$ 10 bilhões em desvalorização, sendo R$ 4,6 bilhões no Polo Centro-Sul, R$ 3,8 bilhões no Polo Uruguá, na Bacia de Santos, e R$ 1,4 bilhão no Polo CVIT, no Espírito Santo. O campo de Piranema, na Bacia de Sergipe, representou uma baixa de R$ 1,33 bilhão.
Na Bacia de Campos está grande parte dos ativos de produção que geraram desvalorização no último ano. Espadarte foi o campo que isoladamente registrou maior desvalorização no perãodo, como um montante estimado em R$ 2,31 bilhões. Em seguida vieram Linguado (R$ 1,91 bilhão), Bicudo (R$ 937 milhões), Badejo (R$ 740 milhões), Pampo (R$ 355 milhões) e Trilha (R$ 327 milhões).