A OGX, petroleira do grupo EBX, encerrou o segundo trimestre com prejuízo de R$ 4,7 bilhões, comparado à perda de R$ 390 milhões do segundo trimestre de 2012. Com esse resultado, a conta de prejuízos acumulados chegou a R$ 6,9 bilhões, enquanto o patrimônio líquido consolidado passou de R$ 7,7 bilhões para R$ R$ 2,2 bilhões, uma queda de 70%. A receita de vendas foi de R$ 234,4 milhões no trimestre.
As baixas contábeis relativas aos campos improdutivos e poços secos somaram R$ 4,1 bilhões e foram as principais responsáveis pelo prejuízo. De acordo com o relatório que acompanha as demonstrações financeiras, houve baixa de R$ 3,6 bilhões referente a provisão para perda dos investimentos realizados nos campos de Tubarão Azul, Tubarão Areia, Tubarão Gato e Tubarão Tigre.
Além disso, houve uma outra baixa de R$ 491 milhões relativa a poços secos e áreas subcomerciais devolvidas à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A OGX informou ainda que teve uma despesa extraordinária de R$ 957 milhões por conta das compensações devidas à co-irmí OSX, empresa do ramo naval do grupo, pela rescisão de contratos para uso de plataformas nos campos considerados improdutivos. Desse valor, R$ 779 milhões já saiu do caixa no segundo trimestre.
A OSX registrou prejuízo líquido de R$ 149,1 milhões no segundo trimestre. Em igual perãodo do ano passado, o prejuízo havia sido de R$ 5,1 milhões. Na mesma comparação, a receita operacional líquida da companhia dobrou, totalizando R$ 188,5 milhões. A mineradora de carvão CCX encerrou o segundo trimestre com lucro de R$ 8,6 milhões. A companhia, que ainda é pré-operacional, não teve receitas no perãodo e o resultado foi garantido por ganhos financeiros de R$ 10,9 milhões no perãodo.
A MPX informou que vai refinanciar dívida de R$ 1,08 bilhão com emissão de debêntures até o início de 2014. O valor faz parte do endividamento de R$ 1,53 bilhão da empresa, que vence no curto prazo e não é referente a projetos.
Acreditamos que podemos atingir maturidade de cinco a sete anos nas debêntures de longo prazo, o que nos traz uma posição confortável quanto ao refinanciamento da dívida, disse o diretor-presidente e diretor de relações com investidores da MPX, Eduardo Karrer, na teleconferência do segundo trimestre.
Do restante da dívida, R$ 100 milhões serão pagos este mês, com recursos do aumento da capital da empresa, e outros R$ 350 milhões serão refinanciados também por emissão de debêntures em outubro. A MPX tem dívida total de R$ 5,73 bilhões, sendo R$ 3,08 bilhões de longo prazo e R$ 2,65 bilhões de curto. Desse último montante, R$ 1,12 bilhão são referentes a projetos e serão custeadas por eles.
Com caixa de R$ 140,7 milhões, no fim do segundo trimestre, a empresa passa por uma capitalização para aumento da participação da fatia da alemí E.ON no seu capital. A operação, que tem previsão para ser concluída este mês, injetará R$ 799 milhões, dos quais R$ 366 milhões serão aportados pela alemí e o banco BTG Pactual garantirá a subscrição da fatia restante.