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Clippings - 13/01/16

Campos maduros são pressionados com Brent a US$ 30

A Petrobras opera 76 campos que tem sua rentabilidade bruscamente afetada com o barril do Brent cotado a US$ 30, já que não possuem volume significatos de óleo. Nesta terça-feira (12/1), tanto a cotação do Brent como do WTI estão novamente em queda no mercado internacional, próximos de cair para menos de US$ 30 por barril.

A Petrobras opera cerca de 180 campos offshore e produz mais de 2 milhões de barris/dia. Contudo, 76 áreas produziram uma média de 311 b/d em 2015. Os piores casos são de Trilha, Tambaú, Cangoá, Caioba, Arabaiana e Badejo, que produziram menos de 100 b/d em 2015. O pior deles é Trilha, na Bacia de Campos, com uma produção de 32 b/dia, que, com barril a US$ 30 e custo de extração na casa de US$ 11, fatura cerca de US$ 600 por dia, ainda precisando pagar royalties e sem considerar os descontos sobre o Brent.

O custo de extração médio da Petrobras como um todo, até o terceiro trimestre do ano passado, era de US$ 11,24, subindo para US$ 16,92 com participações governamentais – a diferença reage rapidamente ao preço do barril, porque não há piso para pagamento de royalties.

Com a abertura da sessão nos EUA, o barril do Brent chegou US$ 30,63, perdendo mais de 3%. Em Nova York, o WTI chegou a bater US$ 29 por barril, maior queda em 12 anos. Até o fechamento desta matéria, o Brent perdia 1,83%, sendo negociado a US$ 30,82.

No mercado de ações, a Petrobras sentiu o pessimismo em relação ao Brent – que usa como base para suas operações. Os papéis PETR4 caíram 9,2%, para R$ 5,53 e os PETR3, perderam 7,65%, fechando em R$ 7. Nem o anúncio de mais cortes de investimentos, visto com bons olhos por investidores que cobram o controle do endividamento, foi suficiente para compensar o cenário.

No pré-sal, a Petrobras produz mais de 20 mil barris/dia por poço, mas o break even de US$ 45 por barril de Brent, levado em conta na concepção dos projetos, já foi perdido. O break even de US$ 45 considera todos os custos, inclusive a tributação, mas não a infraestrutura de escoamento de gás, estimada entre US$ 5 e US$ 7 por barril, a custos de janeiro de 2015.