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Grupo avalia que novos casos de Covid-19 no sul da China reduziram atividade em alguns dos maiores portos do país, impactando cadeias de abastecimento globais já afetadas por uma série de tensões nos últimos meses, incluindo a escassez de contêineres e navios.
A Maersk avalia que a capacidade global do transporte marítimo mundial pode mudar muito pouco no curto prazo. A leitura da companhia é que a maior parte dos porta-contêineres está longe de estar ociosa e que existem muito poucos disponíveis para afretamento. O grupo acredita que, conforme diminuem os congestionamentos nos maiores portos que enfrentam gargalos logísticos, essa capacidade será liberada. Para a empresa, esta é uma reação típica à dinâmica de oferta e demanda desse mercado.
O grupo projeta que é cedo para avaliar se o desenvolvimento de comércios regionais vai se consolidar. A Maersk entende que o conceito de ‘Nearshoring’ está relacionado ao capex, ou seja, investimentos em capacidade de produção, recursos e capacidades. Em linhas gerais, esse conceito consiste em quando, em vez de comprar de mercados distantes, os países passam a comprar dos seus vizinhos.
“Este processo leva muito mais tempo e é muito difícil esperar algumas mudanças no curto prazo”, afirmou a Maersk à Portos e Navios. A perspectiva da companhia é que, no médio prazo, muitas empresas definitivamente vão revisar suas cadeias de suprimento, buscando fortalecê-las para o futuro e, no médio prazo, é possível esperar algumas mudanças, de forma definitiva, para alguns setores específicos.
Este mês, o congestionamento no Porto de Yantian, na China, causado por um surto de Covid-19, bloqueou um número maior de contêineres do que a quantidade de equipamentos que não puderam se deslocar devido ao bloqueio do Canal de Suez causado pelo encalhe do meganavio Ever Given. O problema na China afetou países como Taiwan e Malásia, assim como Estados Unidos e a Europa. A Maersk acredita que sua principal tarefa é minimizar o impacto nas cadeias de suprimentos dos clientes, monitorando de perto, trazendo soluções e fornecendo o máximo de visibilidade possível.
“À medida que as economias ocidentais voltam à atividade normal, novos casos de Covid-19 no sul da China estão reduzindo a atividade em alguns dos maiores portos do país, impactando as cadeias de abastecimento globais já afetadas por uma série de tensões nos últimos meses, incluindo a escassez de contêineres e navios, congestionamento de portos e questões como membros da tripulação impedidos de desembarcar no porto”, analisou a companhia.
Fonte: Revista Portos e Navios
