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Clippings - 25/10/18

Capacidade instalada em Lula supera 1 milhão de barris/dia

BE Petróleo detalha os sistemas de produção do maior campo do país, incluindo número de poços e volumes extraídos

Com o início de operação da P-69 nesta terça-feira (24/10), a capacidade de produção de petróleo total instalada no campo de Lula superou a casa de 1 milhão de barris/dia, enquanto a de tratamento e processamento de gás natural chegou a 50 milhões de m³/d.

Oitavo FPSO instalado em Lula,  a P-69 tem capacidade para produzir 150 mil barris/dia de óleo e processar 6 milhões de m³/d de gás. Os demais – por ordem de início de operação – são os FPSOs Cidade de Angra dos Reis (100 mil bpd/5 milhões de m³/d); Paraty (120 mil/5 milhões); Mangaratiba e Itaguaí (150 mil/8 milhões); e Maricá, Saquarema e P-69 (150 mil/6 milhões).

Essas unidades estão conectadas a 51 poços, incluindo os oito ligados à mais nova plataforma do ativo. Segundo dados da ANP referentes ao mês de agosto, os sete FPSOs que já operavam no maior campo do país naquele mês produziram cerca de 800 mil barris/dia de óleo e 33 mil m³/d de gás natural no período, totalizando 1.010.135 boe/dia – média de 23,5 mil boe/dia por poço.

O maior volume diário foi extraído pela P-66, que está instalada na área de Lula Sul: 140.464 boe/dia. Na sequência, ficaram o Cidade de Saquarema (138.944 boed/Lula Central); Maricá (126.805 boed/Lula Alto); Itaguaí (126.418 boed/Iracema Norte); Mangaratiba (120.288 boed/Iracema Sul); Paraty (117.415 boed/Lula NE); e Angra dos Reis (32.006 boed/Lula).

Dentre esses FPSOs, o Cidade de Paraty foi o que apresentou maior utilização de sua capacidade instalada em agosto, em termos de produção de petróleo, com taxa de quase 98%, enquanto o Cidade de Angra dos Reis registrou o pior aproveitamento (32%).

Na produção de gás natural, o melhor desempenho foi do FPSO Cidade de Saquarema (91,7%), enquanto o Cidade de Angra dos Reis ficou novamente na última posição, com 30% de taxa de utilização.

A Modec é a operadora dos FPSOs Cidade de Angra dos Reis, Mangaratiba e Itaguaí, enquanto as plataformas Cidade de Paraty, Maricá e Saquarema estão afretadas à SBM. A P-66 e a P-69 são FPSOs próprios da Petrobras, operados pela própria companhia.

O campo de Lula, descoberto em 2006, é responsável por 30% da produção nacional. O escoamento do petróleo é feito por meio de navios aliviadores, enquanto o gás é escoado pelas rotas de gasodutos do pré-sal.

Lula está localizado na concessão BM-S-11, operada pela Petrobras (65%), em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda.(25%) e a Petrogal Brasil S.A.(10%).

Fonte: Revista Brasil Energia