Uma maior segurança deve ser implementada agora em todos os navios mercantes que transitam pelo Canal de Suez e pelo Mediterrâneo, alertou uma empresa de segurança marítima do Reiuno Unido.
O aviso veio após relatos de que o “Cosco Asia”, um navio registrado no Panamá foi atacado no sábado, enquanto transitava pelo Canal. Autoridades egípcias dizem que frustraram o ataque que visava interromper a navegação no Canal.
Gerry Northwood, CEO da GoAGT, empresa de segurança marítima britânica que oferece guardas armados para o transporte marítimo internacional, disse: “O ataque relatado no “Cosco Asia” mostra um aumento do risco e que uma maior segurança precisa ser implementada a bordo dos navios mercantes que utilizam o Canal de Suez, bem como os principais pontos de estrangulamento marítimos, como o Estreito Gibaltar e o Estreito de Bab el Mandeb”.
Para ele um conselho de segurança desarmado deve ser considerado para todos os navios que transitam pelo Mediterrâneo antes de embarcar guardas armados em área de alto risco. “Eles podem ajudar as equipes na identificação de potenciais ameaças, além de serem capazes de auxiliar os mestres e suas equipes de comunicação e coleta de inteligência. Guardas armados quando considerados necessários, podem ser colocados a bordo”.
E completou: “No nosso ponto de vista, existe agora um maior risco de ataque contra a marinha mercante. É necessário um plano, terinar a tripulação para ter experiência suficiente a bordo.” Para ele só porque a embarcação deixou o Port Said, no final do Canal, e não houve nenhum incidente, não significa que a vigilância deve ser diminuída. “Na nossa opinião, há um maior risco de ataque no Mediterrâneo, entre o Canal e o Estreito de Gibraltar”.