
A Capixaba Energia – joint venture entre Imetame (50%) e EnP Energy Platform (50%) – está focada no aumento da produção do Polo Lagoa Parda e no desenvolvimento das descobertas dos blocos ES-T-441 e ES-T-487, informou Fábio Edgar Santos, gerente da Imetame Energia, em entrevista ao PetróleoHoje.
No Polo Lagoa Parda, o executivo afirmou que a companhia está realizando, desde a aquisição do ativo, a atividade de reentrada, testes e recompletação de poços. Além disso, linhas de escoamento estão sendo substituídas, bem como o aumento da capacidade de injeção de água e a realização de estudos para substituição de métodos de elevação, visando garantir o aumento da produção.
“O Polo foi assumido com produção inferior a 100 bpd e está atualmente próximo de 500 bpd”, afirmou Santos ao PetróleoHoje. Lagoa Parda é formado por três campos em produção no Espírito Santo – Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e Lagoa Piabanha – tendo sido adquirido do portfólio da Petrobras em outubro de 2020.
Em relação aos blocos ES-T-441 e ES-T-487, onde estão perfurados os poços Sintonia e Vida, respectivamente, o gerente da Imetame Energia afirma que a companhia deverá reentrar nos poços existentes, como parte do Plano de Avaliação de Descobertas (PAD) de cada bloco, permitindo, assim, a expansão das áreas descobertas e a conclusão das atividades iniciais.
“A partir destas atividades, e após a submissão e validação das Declarações de Descobertas pela ANP, serão definidos os Planos de Desenvolvimento de cada área”, completou Santos. A situação é semelhante para o campo de Batuíra, que foi descoberto a partir da perfuração do poço Sintonia. A Capixaba enviou uma Declaração de Comercialidade parcial à ANP, de modo que a declaração completa somente será enviada a partir da conclusão das atividades de avaliação das descobertas.
“A partir da conclusão das atividades e confirmação dos potenciais previstos, a intenção é declarar a comercialidade total da área e seguir para a definição do Plano de Desenvolvimento. Em paralelo estão sendo concluídos os estudos de engenharia para as instalações de superfície e os sistemas de medição fiscal”, concluiu o executivo à reportagem.
Fonte: Revista Portos e Navios