Cerca de 200 pessoas estarão envolvidas no processo de retirada da P-67 do dique seco. Até maio, o Estaleiro Rio Grande prevê contratar cerca de mil funcionários. Em três anos, a expectativa é investir R$ 1,4 bilhão e gerar 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos. A contratação pode variar de acordo com a fase de montagem dos cascos.
O primeiro casco, da plataforma P-66, foi entregue em abril de 2014. Atualmente, o dique-seco do estaleiro, que tem espaço para dois cascos, está ocupado pelo casco da P-69, que tem 75% de seu cronograma físico feito. A outra vaga, deixada pela P-67, será ocupada pela P-70. Segundo o estaleiro, as atividades de montagem dos oito cascos seguem dentro do cronograma, que prevê sua entrega até 2018.
Para viabilizar a continuidade das obras, o estaleiro estaria negociando com a Petrobras a criação de uma conta vinculada para permitir o pagamento direto aos fornecedores de materiais e equipamentos das plataformas P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70. Segundo um levantamento feito pela Abimaq em janeiro deste ano, essas empresas têm a receber mais de R$ 100 milhões.
As plataformas irão operar nos campos de Lula Sul (P-66), Lula Norte (P-67), Lula Extremo Sul e C.O. Sul de Lula (P-68), Lula Oeste (P-69), Iara Horst (P-70), Iara NW (P-71), NE de Tupi (P-72) e Entorno de Iara (P-73). Os campos estão localizados nos blocos BM-S-9 e BM-S-11, no pré-sal da Bacia de Santos.
O Estaleiro Rio Grande tem ainda contratos para construir três navios-sonda da Sete Brasil. Apenas o primeiro deles, Curumim, começou a ser fabricado, no entanto as obras estão paradas por falta de pagamento da Sete Brasil.