Ex-presidente da Petrobras irá presidir o colegiado da 3R, enquanto família Gerdau amplia participação no grupo

Roberto Castello Branco irá comandar o Conselho de Administração da 3R Petroleum. O executivo foi indicado para substituir Paulo Thiago Mendonça e deve assumir o cargo a partir do final de abril, quando Harley Scardoelli, ex-CFO da Gerdau, também passará a integrar o colegiado.
As mudanças terão que ser formalizadas na Assembleia Geral Ordinária da 3R Petroleum, que será realizada no final de abril. As alterações marcam não só a troca de comando no Conselho de Administração da 3R Petroleum, mas principalmente um avanço do grupo família Gerdau na petroleira frente a atuação da Starboard.
A ida de Castello Branco para a 3R Petroleum foi informada pelo Brazil Journal e confirmada por fontes do PetróleoHoje. Segundo apurado, Paulo Thiago Mendonça, representante do grupo Starboard, deixará o comando do Conselho de Administração, mas permanecerá no colegiado até agosto, enquanto Harley Scardoelli entrará na vaga de Santiago de Lafuente, representante da Apolo, que deixará o colegiado.
Em fevereiro, a Starboard reduziu sua participação na petroleira de 21% para 11%. Já a família Gerdau detém agora 20% do capital da petroleira.
O novo Conselho de Administração da 3R Petroleum terá o desafio de gerenciar a atual carteira de projetos da petroleira, após a fase de aquisições. A 3R Petroleum possui mais de 60 ativos de E&P, localizados nas bacias do Recôncavo, Potiguar, Espírito Santo e Campos. O portfólio foi construído a partir de operações de aquisições.
A estratégia envolveu a compra de ativos da Petrogal, a aquisição da Central Resource (Duna Energia) e da Ouro Preto e, mais recentemente, a forte investida no programa de desinvestimento da Petrobras, que assegurou rápido crescimento da carteira de projetos. As negociações com a petroleira brasileira garantiram novos pacotes de campos, com ativos onshore e offshore, o que incluiu ainda uma refinaria de pequeno porte, a Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, e toda uma rede de infraestrutura terrestre.
Ainda resta finalizar as operações de closing dos desinvestimentos dos polos Recôncavo e Fazenda Belém. Segundo apuração, os dois negócios devem ser concluídos em abril.
O mercado aposta que, futuramente, a petroleira deva colocar alguns campos a venda por não estarem alinhados com o perfil e o porte do grupo.
Fonte: Revista Brasil Energia